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domingo, 4 de dezembro de 2011

TEMPO de DEUS, é nossa Responsabilidade estar atento e Perceber o Kairós de Deus Chegando.

 
 Este é o significado de kairós: é um momento decisivo, uma ocasião especial !
Por outro lado, kairós representa aquele momento emocionante quando tudo muda, quando Deus se levanta, e dá ordens que transformam o estagnado em movimento, e que fazem nascer um novo dia e uma nova situação.

O Tempo de Deus – Kairós e Chronos

Por: Christopher Walker

Existem certos momentos eletrizantes na história do plano de Deus que infalivelmente nos inspiram e fascinam cada vez que tornamos a ler o seu relato na Bíblia. Um deles está em Josué 1.

Se você abrir sua Bíblia ao acaso e ler este capítulo sem nenhuma compreensão do seu contexto histórico, encontrará sem dúvida uma grande fonte de inspiração e uma porção de promessas que desejará apropriar para sua vida. Mas terá perdido o grande impacto deste momento na história.

Para senti-lo, você teria de ter lido (ou de ter lembrado) sobre tudo que aconteceu no plano de Deus antes deste momento. Depois que Deus deu a promessa a Abraão sobre a descendência e a terra que seriam seus instrumentos para trazer redenção ao homem e a toda a criação, passaram-se vários séculos. A descendência de fato se multiplicou, mas ficou escrava de um povo estranho no Egito. Moisés foi levantado como instrumento divino para tirar o povo do Egito e da escravidão, e ser o mediador de uma aliança, que viria a tornar-se a base de todas as Escrituras, e do relacionamento entre Deus e seu povo para sempre. Entretanto, a geração que saiu do Egito não creu, e ficou quarenta anos no deserto, até morrer o último homem incrédulo.

É com este pano de fundo (obviamente em muito maiores detalhes), que devemos ler Josué 1. Porque só assim poderemos entender o efeito e a emoção que as palavras de Deus causaram, quando disse: “Levanta-te agora, passa este Jordão…”, e quando deu aquelas tremendas promessas a Josué, tais como: “Todo o lugar que pisar a planta do vosso pé, vo-lo tenho dado”, e: “Ninguém te poderá resistir, todos os dias da tua vida” (Js 1.2-5).

Estas não foram simples promessas que Deus de repente resolveu entregar a Josué, ou ao povo que estava com ele. Foram a consumação de séculos de preparação, dadas no momento certo, para as pessoas certas.

É por não ler a Palavra de Deus no seu devido contexto que muitas vezes a aplicamos de forma errada. Se eu pegasse estas promessas de Josué 1, e começasse a apli- cá-las como eu bem quisesse na minha vida, com certeza entraria em sérios problemas! Pois esta passagem não me concede autoridade para tomar posse de bênçãos da minha própria escolha, nem de me apropriar de qualquer lugar que seja do meu interesse. Deus delimitou claramente para Josué no versículo 4 o território que poderia ser pisado, e sabemos que esta terra simboliza nossa herança em Cristo, não a concretização de sonhos pessoais.

Kairós e Chronos

Mas existe um outro problema na aplicação desta passagem. É compreender exatamente o momento no plano de Deus quando estas promessas foram dadas. Afinal, durante quarenta anos, o povo havia desejado ardentemente ouvir estas palavras, e não as ouviram. Uma vez, inclusive, tentaram subir para a terra sem receber uma ordem de Deus, e foram vergonhosamente derrotados (Números 14.40-45).

Para entender melhor este conceito do tempo de Deus, e como podemos aplicar suas promessas a nossa vida, seria útil examinar duas palavras gregas: kairós e chronos. Assim como a distinção entre as palavras gregas (ágape, phileo, e eros) ajuda a compreender melhor o conceito de “amor”, estas duas palavras nos ajudarão a ver dois aspectos de “tempo” no plano de Deus.

A palavra chronos significa um espaço de tempo ou intervalo, e às vezes é usada para dar a idéia de “demora”. Em contraste, kairós significa uma ocasião especial, um tempo determinado, ou uma oportunidade. Encontramos chronos em textos como Lucas 20.9 (o dono da vinha ausentou-se do país por muito tempo)] João 5.6 (o paralítico que estivera doente havia muito tempo)] Atos 8.11 (Simão, o mágico, desde muito tempo iludira os samaritanos com suas artes); e Atos 13.18 (Deus suportou os costumes do povo de Israel no deserto por espaço de quarenta anos).

Em Atos 17.26-30, podemos ver o contraste dos dois termos. No versículo 26, diz que Deus fez todas as nações para habitarem sobre a terra, determinando-lhes os tempos (kairós) já dantes ordenados. No meio de todo o espaço de tempo que vai passando, existem na história da humanidade como um todo momentos específicos que Deus já predeterminou como épocas especiais,  Este é o significado de kairós: é um momento decisivo, uma ocasião especial, em que grandes coisas podem acontecer.

Já no versículo 30 do mesmo capítulo, lemos que Deus não levou em conta os tempos (chronos) de ignorância, em que os povos não conheciam a verdade. Esta é a idéia de chronos: espaços indeterminados e prolongados de tempo, em que nada de especial ou importante está acontecendo. São os séculos de ignorância antes da vinda de Cristo, os séculos de escravidão no Egito, os períodos de silêncio e apostasia na história, as décadas de andanças sem rumo no deserto, os anos de espera do paralítico à beira do tanque de Betesda, e tantos e tantos períodos na nossa vida em que as promessas de Deus parecem estar longes e inalcançáveis.

Por outro lado, kairós representa aquele momento emocionante quando tudo muda, quando Deus se levanta, e dá ordens que transformam o estagnado em movimento, e que fazem nascer um novo dia e uma nova situação. Isto ocorre na história, como vimos na passagem de Atos 17 citada acima, e que foi exemplificado na época dos descobrimentos na virada do século XV, ou mais recentemente, na queda do muro de Berlim e da potência mundial do comunismo. Mas ocorre especialmente dentro do plano de Deus, conforme visto na Bíblia.

Josué 1 foi um destes momentos kairós no plano de Deus. Moisés completara sua missão, a velha geração incrédula havia morrido, e a hora finalmente estava chegando para entrar na terra. Outro momento foi quando Jesus começou seu ministério anunciando o maior kairós de todos os tempos (até então), dizendo que o tempo (kairós) estava cumprido, e que o reino estava chegando (Mc 1.15). Quantos séculos Deus não havia aguardado em paciência até que chegasse a “plenitude dos tempos”?

O Paradoxo

A pergunta que surge imediatamente, porém, é: Como devemos agir, então? Devemos ser passivos, fatalistas, esperando aquilo que terá mesmo que acontecer, aquilo que já foi predeterminado, e reconhecer que nada podemos fazer para mudar a situação atual, porque ainda não chegou o momento kairós para nós?

Encontramos aqui, como em tantos outros assuntos na Bíblia, um grande paradoxo. Veja o contraste destas duas passagens: “Mas a respeito daquele dia e hora ninguém sabe…. Estai de sobreaviso! Vigiai e orai! Não sabeis quando será o tempo (kairós)” (Marcos 13.32,33; ver também Atos 1.6,7). E por outro lado: “Hipócritas, sabeis interpretar a face da terra e do céu. Como não sabeis então discernir este tempo (kairós)?” (Lucas 12.56).

O que significa? Afinal, podemos ou não podemos saber sobre os momentos kairós de Deus? Não, e sim! Não, para o desejo humano e carnal de saber de antemão exatamente quando as coisas acontecerão, porque assim ficaríamos relaxados e displicentes até a última hora, e só então nos prepararíamos. Sim, porque devemos estar atentos e saber em que tipo de período estamos vivendo. Mesmo que não possamos saber o dia nem a hora, temos a obrigação, segundo Jesus, de discernir os sinais dos tempos.

Na verdade, ele foi duro com seus ouvintes, dizendo que era hipocrisia se acharem tão sábios sobre o que aconteceria no futuro imediato com o clima, e ao mesmo tempo  não saberem nada sobre a época em que viviam. Hoje, com certeza, ele falaria sobre nosso farto conhecimento tecnológico, sobre nossa capacidade de prever com precisão a chegada de cometas e astros celestes, sobre os avanços em medicina, informática, e tantos outros campos, enquanto continuamos tão pobres em saber aonde estamos no plano de Deus, ou que momento kairós está prestes a se manifestar.

Portanto, embora os tempos e épocas pertençam a Deus, e realmente não possamos por nenhum ato da nossa vontade ou impaciência mudar suas determinações, por outro lado existe uma grande responsabilidade humana em estar atento e perceber quando o kairós de Deus está chegando.

Existe uma cena dramática nos evangelhos que ilustra bem este ponto. Jesus estava viajando no final do seu ministério para a cidade de Jerusalém. Se o momento kairós de Josué 1 era dramático por causa de todos aqueles séculos e décadas de espera, imagine esta época da primeira vinda de Jesus, dois mil anos depois do início de Israel com Abraão! Quanta preparação, quantas falhas, quanta paciência de Deus para não desistir, e continuar com seus propósitos! E agora, Jesus sabendo que este mesmo povo iria rejeitá-lo, ao chegar perto de Jerusalém, e já podendo avistá-la, chorou sobre a cidade, dizendo: “Ah, se tu conhecesses, ao menos neste teu dia, o que à tua paz pertence! …. Não deixarão em ti pedra sobre pedra, porque não reconheceste o tempo (kairós) da tua visitação” (Lucas 19.41-44).

Veja, o kairós pode chegar, e nós não participarmos dele. Podemos perder o tempo da visitação de Deus. No lado oposto, podemos até contribuir para que o kairós chegue mais rápido, de acordo com 2 Pedro 3.12. Não podemos explicar exatamente como isto acontece, pois é uma área que pertence exclusivamente a Deus, mas está bem evidente nas Escrituras que muitas etapas no seu plano demoram mais do que realmente é necessário por causa da incredulidade ou desobediência humana. O grande exemplo disto foram os quarenta anos no deserto, que poderiam ter durado apenas um ano aproximadamente (ver Números 13,14). Da mesma forma, se tivermos expectativa e desejarmos ardentemente a sua vinda, conforme Pedro escreve no texto acima, podemos apressar o seu dia.

Tomar Posse ou Esperar em Deus?

Porém, não podemos de forma alguma perder a maior lição deste conceito de kairós, que é da nossa dependência da ação divina, da sua luz verde, e da sua palavra de ordem, para entrarmos de fato no momento de oportunidade e de progresso no plano de Deus para uma vida, uma família, uma igreja, ou uma geração. Jesus certa vez discutiu com seus irmãos exatamente sobre isto. A questão era a Festa dos Tabernáculos, e os irmãos naturais de Jesus, num tom aparentemente de sarcasmo, estavam dizendo que ele deveria subir a Jerusalém para fazer sucesso e se tornar conhecido. Era um momento de oportunidade, e segundo eles, dependia só de Jesus tirar proveito dele. A resposta de Jesus foi sobre a diferença entre seu kairós e o kairós de quem é dono da sua própria vida. “O meu tempo (kairós) ainda não chegou”, ele disse; “o vosso, porém, sempre está pronto” (João 7.1-8).

O mundo nos ensina que precisamos criar nossas próprias oportunidades, e ir atrás de nossos alvos com determinação. As únicas pessoas que não alcançam as portas do sucesso são aquelas que se acomodam com o que têm. Esta mesma filosofia está invadindo a igreja, e seus defensores encontram muitas passagens bíblicas que aparentemente a sustentam. Mas Jesus, o próprio Filho de Deus, não era dono do seu kairós; ele precisava esperar o momento certo, de acordo com a vontade do Pai.

Ele acabou indo àquela festa, mas ocultamente, e somente quando chegou a hora de Deus. Para aqueles que vivem de acordo com princípios naturais, ainda que seja na igreja ou na obra de Deus, o momento de oportunidade sempre existe; é apenas uma questão de “fé”, ou de “tomar posse”. Mas para quem realmente anseia pela vinda do Reino de Deus, existe uma hora, e um momento, no plano de Deus em que as portas se abrem, a ordem é dada, e podemos entrar numa nova etapa e dar um novo passo em direção ao cumprimento final. Se não estivermos vigiando, esperando, e buscando este momento de Deus, ele poderá passar sem o percebermos. E quando o percebermos, precisamos ser corajosos e fortes em Deus para não retrocedermos, mas para confiarmos em todas suas promessas e avançarmos para o seu desafio! Pois este será o momento exato para aplicar as palavras de Josué 1 à nossa vida!








Link: revistaimpacto.com.br

POSTADO por : Hadassa Ben HaShem


sábado, 8 de outubro de 2011

Missões-Haiti: Um Imenso Desafio Prático




Por Ariadna Faleiro de Oliveira

UM DIA QUE MUDOU TUDO
No dia 12 de janeiro de 2010, o Haiti acordou com um ar de vida normal: gente pelas ruas, crianças nas escolas, trabalhadores indo e vindo; um dia como outro qualquer. Mal sabia o mundo que, às 16h53, horário local (19h53, horário de Brasília), essa data seria lembrada com lágrimas e desespero pela destruição e perdas incalculáveis.
A história trágica começou a ser narrada a partir de um terremoto de magnitude 7.0 na escala Richter, considerado um dos piores do mundo nos últimos anos. Eugênio Polanco, diretor do Instituto Sismológico Universitário da República Dominicana afirmou: “Desde o terremoto de 4 de agosto de 1946, de 8.1 graus, não tínhamos registrado, pelo menos em nosso país, um fenômeno tão grande como este”. 
Seguido de outros tremores e sentido em outros países (quase todo o território da República Dominicana e leste de Cuba), o terremoto trouxe consequências catastróficas.
O Haiti, cuja capital é Porto Príncipe, possui uma superfície de 27.750 Km2 e quase 10 milhões de habitantes. É considerado o país mais pobre da América com o pior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do hemisfério ocidental.
Geograficamente marcado por montanhas escarpadas com pequenas planícies costeiras e vales fluviais, o Haiti encontra-se na placa tectônica Caribenha, que é, relativamente, pequena em comparação às placas Sul-Americana e Norte-Americana. Estas “comprimem” a placa Caribenha e fazem com que a região do Haiti se torne instável e propensa a terremotos. A incidência de falhas é o fator agravante, uma vez que um simples movimento para cima ou para baixo faz com que os tremores sísmicos gerem uma grande catástrofe.
Seja pelo fator geográfico, seja pela instabilidade da localização ou por qualquer outro motivo, o fato é que o terremoto deixou no país um rastro de morte, doenças, destruição e milhares de desabrigados.
Um relatório da Agência Americana para Desenvolvimento Internacional, conduzido pela empresa de consultoria LTL Strategies, com sede em Washington, calculou que 895 mil pessoas se mudaram depois do tremor para abrigos temporários ao redor da capital haitiana, Porto Príncipe, e que, atualmente, cerca de 375 mil indivíduos ainda vivem nessas condições. Apesar de o governo haitiano insistir em que o número de mortos tenha sido de 316 mil, esse relatório assinala cerca de 85 mil pessoas baseado numa pesquisa feita de casa em casa no Haiti durante 29 dias de janeiro de 2011.
 
HISTÓRIA OFUSCADA PELA TRAGÉDIA
Confrontando o brilho histórico do passado, o Haiti, uma ex- colônia francesa (cedida à França pela Espanha em 1697), foi o primeiro país do mundo a abolir a escravidão durante uma revolta de escravos que culminou com a independência do país em 1º de janeiro de 1804. O Haiti foi, também, a primeira república negra no mundo. Serviu de inspiração aos descendentes africanos de muitos outros países.
Atualmente, porém, vê-se em suas ruas um misto de insuficiência e desafios. A nação, que muito antes do terremoto já experimentava uma miséria generalizada, traz hoje um espetáculo angustioso regado por escombros, cemitérios abertos, milhares de barracas com famílias desabrigadas, órfãos da tragédia, elevado índice de prostituição (incluindo crianças e adolescentes), devastação, analfabetismo, mortalidade infantil, ausência de saneamento básico e um forte surto de cólera com milhares de vítimas. Situação bem definida pelo autor haitiano, Dany Laferriève: Um terremoto dilacerou um país que já estava de joelhos”.
A tragédia chamou a atenção da mídia e despertou a compaixão de governos, bancos privados, celebridades, empresas e pessoas comuns que decidiram envolver-se de alguma forma enquanto o mundo assistia aterrorizado a histórias pessoais e coletivas dos que ficaram vivos, sendo impactado por frases como a de um jovem haitiano que perdeu mãe e irmã: “Os que sobreviveram caminham como se estivessem mortos”.
Grupos de ajuda foram formados e, de acordo com suas especialidades, doaram recursos, comida, remédios, tempo e solidariedade ao povo haitiano. A Igreja de Cristo não permaneceu inerte à situação. Muitas agências missionárias, juntas e congregações estiveram presentes no país por meio de auxilio e voluntários; atos de bondade num território de dor!

O HAITI DE HOJE
Mais de um ano depois daquele fatídico dia, o mundo percorre seu trajeto, e uma indagação discreta ainda assola o coração de alguns: E O HAITI? Um sobrevivente parece ter ouvido e responde: “O Haiti deixou de ser notícia, as pessoas estão esquecendo-se de nós”.
– Como estará hoje o país que fez milhões de pessoas chorar?
– Como caminham pelas ruas os órfãos que, mesmo antes da tragédia, já somavam mais de 380 mil?
– Como sobrevivem hoje à fome e à sede se, antes do terremoto, os haitianos já estavam acostumados a comer “biscoitos de terra”, uma mistura de terra, água, sal e manteiga, comumente encontrados em feiras e mercados a céu aberto.
– Qual é a esperança que possuem se, segundo Edmund Mulet, o chefe interino da missão ONU no Haiti, levará décadas para o país ser reconstruído: “Acredito que serão necessárias muitas décadas, em vez de apenas dez anos. Este foi um enorme retrocesso no desenvolvimento do Haiti. Não vamos começar do zero, vamos começar abaixo do zero”.
– E o surto de cólera, os milhares que vivem em barracas, a desnutrição, a crescente violência, os escombros?

É correto que nos calemos diante dessa realidade atual e cruel? Obviamente, a resposta é NÃO. Então, o que podemos fazer?
Cônscio de sua responsabilidade cristã, social e humanitária, um modesto grupo de brasileiros decidiu arregaçar as mangas e partir rumo ao Haiti de hoje com um objetivo simples: contribuir com a reconstrução, ora com a mão na massa, ora com o choro solidário e o abraço amigo. A viagem reservaria experiências jamais imaginadas que, por sua vez, trariam mudanças visíveis…

CANAAN: SEM LEITE E SEM MEL
Atualmente, milhares de haitianos vivem em acampamentos de desabrigados, levantados de forma espontânea e sem nenhum tipo de planejamento. O resultado é sentido na ausência de infraestrutura: não há água potável ou eletricidade, banheiros ou serviço de saúde.
Canaan é um desses lugares! O nome não inspira a realidade: um lugar aberto, próximo às montanhas nas imediações de Porto Príncipe, com pouca vegetação ou casas construídas, apenas barracas de lona que abrigam famílias que podem chegar, em média, a oito ou nove pessoas. Em meio às ruas empoeiradas, caminham crianças famintas, adultos sem trabalho, famílias que perderam tudo e que lutam por sua dignidade num ambiente sem esperança!
Foi a primeira parada da EQUIPE MÃOS (Ministrando em Amor, Oração e Serviço) em sua viagem no mês de novembro de 2010. Ali, numa semana de trabalho, foi erguida uma igreja de madeira (substituindo a antiga lona velha no local de reuniões), foi construído um banheiro, e um poço artesiano foi perfurado para saciar a sede de cerca de 3 mil pessoas.
Milagres aconteceram: o poço perfurado, que, no primeiro momento, jorrou água salgada (o Haiti fica no nível do mar), foi recebido pelos desabrigados com alegria seguida de desapontamento. A igreja do acampamento não se deu por vencida e começou a orar por uma intervenção divina. Resultado: a água tornou-se potável!

A SEGUNDA VIAGEM
O nível de desafios e o impacto da primeira viagem levaram à formação de uma segunda turma da EQUIPE MÃOS para o Haiti com o intuito de construir uma escola e investir recursos na perfuração de novos poços artesianos. A equipe deixou o Brasil em maio de 2011 com 12 integrantes, rumo ao acampamento de Camp Corail, onde uma escola seria erguida.
No caminho, a equipe passou por Gressier, uma vila situada a oeste do país. Ali, um pastor local clamou por ajuda. Cerca de 200 cristãos estavam se reunindo em condições precárias, porque o terremoto havia devastado tudo. O pedido do pastor era para que a equipe levantasse um lugar para que eles pudessem cultuar ao Senhor juntos. Os três dias seguintes foram de muito trabalho, e, no final, a equipe ouviu do pastor haitiano: “A construção de nossa igreja é a realização de um sonho e a resposta de muitas orações; muito obrigado”.
A viagem continuou, e a chegada em Camp Corail trouxe surpresas. O local é um dos poucos acampamentos oficiais do governo, mas, à semelhança dos demais, sofre com todas as dificuldades ligadas a um país devastado.
A escola seria construída a pedido do Pastor Maxis Blanc, um professor haitiano visionário que começou um trabalho educacional paralelo ao evangelismo local. Cerca de 200 crianças são alfabetizadas por ele, recebem noções de higiene e uma porção de comida diária. As crianças eram atendidas numa construção cercada por uma lona, construção essa que foi varrida pouco depois de levantada por um temporal. O comentário das autoridades locais era que os cristãos não se preocupavam com a parte social da comunidade.
Sem recursos financeiros, Maxis empenhou-se em orar para que, de alguma forma, Deus pudesse mudar a situação. A chegada da equipe com a proposta da construção da escola reacendeu a esperança.
Foram dez dias de trabalho pesado. De acordo com um dos integrantes: “Levantávamos por volta das 6 horas da manhã, tomávamos o nosso café, tirávamos um tempo juntos na Palavra e na oração e, então, começávamos a trabalhar: nivelando o terreno, marcando, cavando buracos para as colunas, cortando madeiras, preparando a massa. O trabalho era árduo e estendia-se até o pôr do sol, quando a falta de energia nos obrigava a parar. Com pequenos intervalos para comer, o final do dia era sempre marcado por um culto, e, apesar do nosso cansaço, éramos muito renovados com a alegria do povo”.
O trabalho teve um desfecho que marcou toda a comunidade: um espaço com capacidade de atender em torno de 400 crianças. Quem, além do Senhor, poderá dimensionar o fruto desse trabalho na vida de uma nova geração de crianças e adolescentes haitianos?

MARCAS
É impossível explicar as marcas deixadas no coração do homem quando este se doa ao seu semelhante!
Quando perguntei, a um dos integrantes da equipe, que cenas ficaram em sua memória, ele me contou sobre uma viagem que fez pelo interior do país com a equipe. À margem da estrada, avistaram uma criança entre 10 e 11 anos arrastando-se entre as pedras, nua e esquelética. A criança dava seus últimos suspiros de vida. A fome fazia mais uma vítima.
Para outro membro da equipe, Vitor Guilherme, um adolescente de 15 anos, o que mais o tocou foi a igreja haitiana. Suspirando fundo, comentou: Sentíamos muito a presença de Deus na igreja. O louvor era forte apesar dos instrumentos musicais serem precários. A alegria do povo é algo que jamais esquecerei. Cantavam músicas de gratidão e declaravam Cristo vencedor. O que mais me intrigava era ver ali reunidos órfãos, viúvas, pessoas que não tinham onde morar, que não sabiam se comeriam no dia seguinte, e perceber, ainda assim, uma atmosfera de adoração. Não pude deixar de comparar isso à minha realidade no Brasil onde temos tanta abundância, a toda hora, porém sem gratidão em nosso coração.
Após duas semanas, a segunda turma da EQUIPE MÃOS deixou o Haiti, emocionada com o choro das crianças que se agarravam a eles, pedindo, no dialeto local, que não fossem embora.
Dentro de cada um, a certeza de que jamais seriam as mesmas pessoas e o forte desejo de avançar oferecendo a vida a Cristo a fim de ver o HAITI incluído entre a numerosa multidão que dirá: “Aleluia! A salvação, e a glória, e o poder são do nosso Deus…”

QUEREMOS VOCÊ CONOSCO:
A EQUIPE MÃOS (Ministrando em Amor, Oração e Serviço) entende que o trabalho no Haiti está apenas começando; há muito a fazer.
Uma nova turma está sendo formada para voltar ao país ainda este ano (8 a 15 de novembro). O desafio é abrangente:
pessoas que atuem na área da construção civil, para terminar a escola em Camp Corail e construir mais uma igreja;
pessoas que atuem na área da saúde para um trabalho de atendimento aos moradores dos campos de sobreviventes;
pessoas que trabalhem com crianças. Há um número incontável que precisa ser alcançado pelo Evangelho de Cristo;
pessoas que se disponibilizem a cozinhar para a equipe, conscientes de que a comida é escassa;
recursos financeiros para a compra de materiais de construção, bem como para a contratação de alguns cidadãos do país para ajudarem no trabalho;
– recursos financeiros para a perfuração de novos poços artesianos (a perfuração de um poço com a bomba fica em torno de 2.200 dólares).

QUE TAL FAZER PARTE DISSO?!
Maiores informações:
Pr. Paulo de Oliveira
(62) 3224.1503 / (62) 8124.3198 – Goiânia / GO
E-mail: equipemaos@hotmail.com
Igreja Batista da Paz

Eu chorei o tempo inteiro ouvindo e lendo sobre o que está
acontecendo com o Haiti ,com o povo, as crianças,
as famílias, o Corpo de Cristo... um  CAOS.
Meu coração pulou de alegria em ir quando li pela
primeira vez: QUE TAL FAZER PARTE DISSO?
Quando li a lista de habilidades específicas, Chorei mais ainda.
Porque gastamos nossas vidas com coisas/cursos que não servem para 
salvar vidas e semear em solo destruído como Neemias e onde não há
fundamentos de outros como diria Paulo. Por que??
Com muita dor no coração: HADASSA Ben HaShem

Conclamo você noiva que é agaraciada com alguma 
destas capacidades específicas: Busque o PAI e deixe
Ele te mostrar sua cidade totalmente destruída, sua 
famíla sem nada e as crianças dando seu último
suspiro pois a fome fez mais uma vítima. 
Um terremoto deixou o lugar onde você e sua
família viveram por toda vida 'sem forma e vazio'
mas com sobreviventes (até quando) em meio a 
desolação.
CLAMO PELA NOIVA! Abra seu coração e vá.
 
"QUE O CORDEIRO IMOLADO RECEBA A RECOMPENSA POR SEUS SOFRIMENTOS."

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Faleceu pastor david Wilkerson : escritor do livro A Cruz e o punhal e fundador do Desafio jovem

David Wilkerson: um homem de fé partiu para o Reino eterno

Julio Severo
Morreu em acidente de carro, aos 79 anos, o Rev. David Wilkerson, em 27 de abril de 2011, perto de Dallas, Texas.
Rev. David Wilkerson
Wilkerson, um pastor da Assembleia de Deus, ficou conhecido pelo livro e filme A Cruz e o Punhal (estrelado por Pat Boone e Erik Estrada), que retratam como Deus o chamou para ajudar jovens de gangues e envolvidos em drogas e crimes no começo da década de 1960. Naquela época, o governo estava fracassando em seus esforços terapêuticos para lidar com o problema avassalador da delinquência juvenil e uso de drogas. Mesmo contando com todos os recursos financeiros disponíveis (fornecidos diretamente do bolso dos cidadãos que pagam impostos), os programas governamentais de reabilitação se mostravam um fracasso.
Mas Deus não mudou o cenário dando graça e poder a um governo financeiramente bem equipado. Deus deu graça e poder para um pastor do interior financeiramente desequipado. Movido apenas pelo amor de Jesus Cristo e o chamado do Espírito Santo, o Rev. Wilkerson saiu às ruas mais perigosas de Nova Iorque para pregar o Evangelho do Deus que resgata, perdoa e salva.
Movido pela fé que Deus lhe deu, ele começou a ajudar na recuperação de jovens viciados e prostituídos, NÃO com um exército gordamente assalariado de psicólogos, psiquiatras e assistentes sociais estatais. Sua ferramenta principal era a Palavra de Deus e conduzir os jovens à experiência do batismo no Espírito Santo.
O Espírito Santo, conforme a Bíblia, conduz a toda a verdade. Sob os cuidados de Wilkerson e pastores auxiliares, os jovens estavam recebendo o batismo no Espírito Santo, falando em línguas, recebendo vários dons sobrenaturais, inclusive profecia.
Pessoas das ruas experimentavam o poder do Espírito Santo e eram transformadas, sendo libertas das drogas, crimes, prostituição, homossexualismo, etc. O elevado índice de recuperação desses jovens atraiu a atenção da mídia, governo e igrejas.
Mais tarde, quando foi lançado o livro A Cruz e o Punhal, cristãos de todas as denominações que leram o testemunho começaram a ter sede das mesmas experiências pentecostais. Luteranos, anglicanos, batistas e até católicos,  ansiando a mesma plenitude do Espírito relatada no livro, começaram a falar em línguas, ter sonhos sobrenaturais, expulsar demônios, curar os enfermos e pregar o Evangelho com um poder e ousadia que nunca tiveram em seu Cristianismo tradicionalista.
O exemplo do ministério de Wilkerson inspirou também o nascimento de centros de recuperação de jovens drogados no mundo inteiro — na base da abertura ao Senhor Jesus.
Eu próprio fiquei impactado com A Cruz e o Punhal...
Meu coração se entristece com a partida de Wilkerson, mas se alegra com o poderoso testemunho que ele deixou. Deus o usou para praticamente dizer ao mundo:
O governo não é a resposta para resgatar, curar, libertar e reabilitar jovens nas drogas, crimes, prostituição e homossexualismo.
O Espírito Santo é a única resposta.
O Espírito Santo é também a única resposta para cristãos que vivem um cristianismo que não cura, liberta e salva os pecadores.
A morte de Wilkerson é mais um lembrete de que não estamos aqui para ficar para sempre. Vivemos neste mundo para glorificar o Senhor Jesus. Por isso, cada um na diferença de seu chamado sob o poder e na plenitude do Espírito Santo, devemos deixar um testemunho que faça diferença profética.
Bendito seja Deus pelo testemunho do Rev. David Wilkerson. Que outros possam ser levantados para ajudar os jovens e as igrejas a conhecerem as profundidades do Espírito Santo.
Postado por: Hadassa ben HaShem