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quinta-feira, 9 de junho de 2011

Pr. Sady Rachewsky e o livro Impacto Profundo

Divulgando o Site e o maravilhoso Livro do meu amigo Pr. Sady Rachewsky


Sady Rachewsky, nascido em Tupanciretã no Rio Grande do Sul (10.2.1937), tem servido ao Deus de Israel desde os anos 60.

Pastoreou várias igrejas em diversas cidades do Brasil - de Curitiba Paraná, a Joinville e Itajaí em Santa Catarina; São Paulo, São Bernardo do Campo, Rio Claro, Vinhedo, Jundiaí (SP); Passo Fundo, Uruguaiana,
Porto Alegre (RS) e outras. Teve programas de rádio tais como Tarde da Benção; Shalom U´Vrachá (A Paz e a Benção em Hebraico) e Salmos da Vida.

Sady, judeu completo, como ele diz, por nascimento e por crer no Messias Judeu, Yeshua (Jesus), tem ensinado às igrejas a ter amor pelo Povo Judeu e pela Nação de Israel, e também sobre o papel central que
Israel tem no Plano de Deus para a Salvação do mundo

Link site pessoal: http://sadyrachewsky.yolasite.com
Link site do Livro: http://impacto-profundo.yolasite.com

Postado por : Dani Porchat Schlabitz

domingo, 15 de maio de 2011

Protesto na Marcha para Jesus em São Paulo - Participe!

 Voltemos ao Evangelho Puro e Simples


Falta pouco mais de um mês para o maior evento gospel brasileiro: a chamada Marcha para Jesus em São Paulo, sob o comando da Igreja Renascer em Cristo e com a participação de diversas denominações evangélicas.
Até aí, tudo bem. Marchar para Jesus parece algo muito bonito e até uma forma de divulgar a fé em Cristo.
Porém, será que divulgamos mesmo a Cristo? Ou será que estamos divulgando doutrinas de homens?
Temos que levar em consideração que muitas igrejas evangélicas estão ensinando heresias, como a Teologia da Prosperidade (que transforma o Deus Onipotente e Todo-Poderoso num deus mercenário e mordomo, que é obrigado a dar dinheiro para quem é fiel nos dízimos e grandes ofertas), o "não-toqueis-nos-ungidos-do-senhor" (doutrina espúria que visa calar as ovelhas, quando um líder é encontrado em erro - além de totalmente contrária ao cristianismo, pois até o apóstolo de verdade Paulo achou por bem ser julgado pelos de Beréia), o coronealismo gospel, a falta de cuidado com os órfãos e as viúvas (cuidando apenas dos sacerdotes e do templo, para onde muitas vezes são direcionadas todas as ofertas), e tantas outras sandices gospel.
É triste e engraçado ao mesmo tempo pensar que, há 500 anos atrás, Lutero e tantos outros protestaram contra a Igreja Romana, pois essa pregava a venda de indulgências, a simonia, o nicolaísmo. Hoje, muitas das denominações evangélicas vendem bênçãos, vendem amuletos gospel (água, lenço, rosa, sabonete, chave, qualquer badulaque que serve para curar ou garantir a prosperidade ou salvação do fiel - ou seja, venda de indulgências e simonia) e consideram uns mais santos ou espirituais do que outros, elevando seus líderes a degraus quase intransponíveis, alguns com títulos de apóstolos, patriarcas, chegando a quase semideuses - e indo de encontro ao mandamento de Cristo de que o maior precisa se fazer menor diante dos demais.
É contra as deturpações no ensino da Palavra de Deus que estaremos, no dia 23 de junho de 2011, participando da Marcha para Jesus em São Paulo, com nossas camisetas e faixas com mensagens de protesto cristão. O Jesus em que cremos é o Deus encarnado, que se despojou de Sua glória e majestade e se fez entre os humildes, os pecadores, os pobres, as viúvas, os órfãos, os marginalizados. Nosso Jesus pregava que devemos guardar tesouros nos céus, e que somos estrangeiros nesse mundo. O Jesus em que cremos disse que teremos aflições, seremos perseguidos, seremos odiados pelos que são desse mundo, pois não compactuamos com as benesses que esse mundo nos oferece. Como Igreja do Senhor Jesus, buscamos a Ele em primeiro lugar, e as demais coisas é Ele quem nos acrescenta, de forma gratuita, como o faz com os lírios do campo e as aves do céu.
Pena que o Evangelho de Cristo, o Evangelho da Cruz, esse muitos não querem e negam. Muito melhor tem sido o falso evangelho das benesses materiais, o evangelho de Mamom, do outro deus (pois não se pode servir a dois deuses).
Se você quiser participar:
Basta estar no dia 23 de junho no local da Marcha (saída do Metrô Tiradentes, às 9:30 horas), usando uma camiseta com o propósito da marcha (abaixo sugestões de estampas) e, se possível, portando banners ou faixas com mensagens pela busca do verdadeiro Evangelho. Apesar de ser um protesto (somos protestantes, por isso protestamos), tudo será com muita ordem e decência.
Não custa nada participar. Nossa manifestação é justamente para se contrapor aos que se utilizam do nome de Deus para conseguir dinheiro (leia 1 Tm 6.3-10 e 2 Pe 2.1-3). Até a camiseta ficará por conta de cada manifestante, que poderá comprá-la e personalizá-la na loja de sua preferência.
Se possível, mande sugestões de frases para as faixas, sugestões de outros tópicos de ajuda aos manifestantes, divulgue esse movimento entre seus amigos (quanto mais manifestantes, melhor), etc. E acima de tudo, muita oração, pois estaremos enfrentando o verdadeiro gigante que luta contra a Igreja evangélica brasileira.
À frente desse mundo, está JESUS. Só a Ele toda a honra e toda a glória para sempre.
Para fazer as camisetas, entre em contato com uma empresa de transfer de sua preferência e envie o arquivo com o modelo da camiseta. Muitas aceitam pedidos pela internet e entregam a camiseta em casa, mas para isso é preciso fazer o pedido com certa antecedência. Aqui, alguns sites como sugestão, mas busque o que lhe for melhor.
Modelos de camisetas: http://www.4shared.com/folder/YFFlFdU2/_online.html
VOLTEMOS AO EVANGELHO PURO E SIMPLES
O $HOW TEM QUE PARAR!


Postado por : Hadassa ben HaShem

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Faleceu pastor david Wilkerson : escritor do livro A Cruz e o punhal e fundador do Desafio jovem

David Wilkerson: um homem de fé partiu para o Reino eterno

Julio Severo
Morreu em acidente de carro, aos 79 anos, o Rev. David Wilkerson, em 27 de abril de 2011, perto de Dallas, Texas.
Rev. David Wilkerson
Wilkerson, um pastor da Assembleia de Deus, ficou conhecido pelo livro e filme A Cruz e o Punhal (estrelado por Pat Boone e Erik Estrada), que retratam como Deus o chamou para ajudar jovens de gangues e envolvidos em drogas e crimes no começo da década de 1960. Naquela época, o governo estava fracassando em seus esforços terapêuticos para lidar com o problema avassalador da delinquência juvenil e uso de drogas. Mesmo contando com todos os recursos financeiros disponíveis (fornecidos diretamente do bolso dos cidadãos que pagam impostos), os programas governamentais de reabilitação se mostravam um fracasso.
Mas Deus não mudou o cenário dando graça e poder a um governo financeiramente bem equipado. Deus deu graça e poder para um pastor do interior financeiramente desequipado. Movido apenas pelo amor de Jesus Cristo e o chamado do Espírito Santo, o Rev. Wilkerson saiu às ruas mais perigosas de Nova Iorque para pregar o Evangelho do Deus que resgata, perdoa e salva.
Movido pela fé que Deus lhe deu, ele começou a ajudar na recuperação de jovens viciados e prostituídos, NÃO com um exército gordamente assalariado de psicólogos, psiquiatras e assistentes sociais estatais. Sua ferramenta principal era a Palavra de Deus e conduzir os jovens à experiência do batismo no Espírito Santo.
O Espírito Santo, conforme a Bíblia, conduz a toda a verdade. Sob os cuidados de Wilkerson e pastores auxiliares, os jovens estavam recebendo o batismo no Espírito Santo, falando em línguas, recebendo vários dons sobrenaturais, inclusive profecia.
Pessoas das ruas experimentavam o poder do Espírito Santo e eram transformadas, sendo libertas das drogas, crimes, prostituição, homossexualismo, etc. O elevado índice de recuperação desses jovens atraiu a atenção da mídia, governo e igrejas.
Mais tarde, quando foi lançado o livro A Cruz e o Punhal, cristãos de todas as denominações que leram o testemunho começaram a ter sede das mesmas experiências pentecostais. Luteranos, anglicanos, batistas e até católicos,  ansiando a mesma plenitude do Espírito relatada no livro, começaram a falar em línguas, ter sonhos sobrenaturais, expulsar demônios, curar os enfermos e pregar o Evangelho com um poder e ousadia que nunca tiveram em seu Cristianismo tradicionalista.
O exemplo do ministério de Wilkerson inspirou também o nascimento de centros de recuperação de jovens drogados no mundo inteiro — na base da abertura ao Senhor Jesus.
Eu próprio fiquei impactado com A Cruz e o Punhal...
Meu coração se entristece com a partida de Wilkerson, mas se alegra com o poderoso testemunho que ele deixou. Deus o usou para praticamente dizer ao mundo:
O governo não é a resposta para resgatar, curar, libertar e reabilitar jovens nas drogas, crimes, prostituição e homossexualismo.
O Espírito Santo é a única resposta.
O Espírito Santo é também a única resposta para cristãos que vivem um cristianismo que não cura, liberta e salva os pecadores.
A morte de Wilkerson é mais um lembrete de que não estamos aqui para ficar para sempre. Vivemos neste mundo para glorificar o Senhor Jesus. Por isso, cada um na diferença de seu chamado sob o poder e na plenitude do Espírito Santo, devemos deixar um testemunho que faça diferença profética.
Bendito seja Deus pelo testemunho do Rev. David Wilkerson. Que outros possam ser levantados para ajudar os jovens e as igrejas a conhecerem as profundidades do Espírito Santo.
Postado por: Hadassa ben HaShem
 

sábado, 10 de abril de 2010

Discernindo os tempos e seguindo a visão de Deus-Vivemos um momento histórico onde precisamos de “filhos de Issacar” em nosso meio

O abismo que hoje separa aquilo que cremos daquilo que fazemos não tem raíz no Cristianismo bíblico.

Os filhos de Issacar e nosso novo Milênio
Discernindo os tempos e seguindo a visão de Deus


Há um provérbio Gonja, tribo no oeste africano, o qual diz que “os cachorros de ontem não conseguem caçar os coelhos de hoje” mostrando que novos problemas demandam novas abordagens e concluindo simplesmente que os coelhos de hoje são mais espertos do que os de ontem.

Em 1 Cronicas 12 encontramos Davi prestes a ser coroado Rei em Hebrom “segundo a palavra do Senhor”. A partir do verso 24 lemos uma longa lista de clãs e famílias que subiram para a peleja em cumprimento da visão de Deus entretanto no verso 32 quando falava-se sobre “os filhos de Issacar” o Espírito Santo decidiu imprimir ali duas expressões de impacto sobre aquele clã quando afirmou que:

“Dos filhos de Issacar, conhecedores da época, para saberem o que Israel devia fazer, duzentos chefes, e todos os seus irmãos sob suas ordens”.

A expressão “conhecedores da época” pode ser literalmente traduzida por “estudiosos dos fatos” ou ainda “conhecedores da história e suas implicações”. O texto portanto fala sobre homens que eram informados, atualizados, que possuíam percepção do que acontecia ao seu redor.

A Segunda expressão de impacto sobre estes “filhos de Issacar” é justamente “...para saberem o que Israel devia fazer”, ou seja, com “discernimento” sobre que caminho tomar.

Todas as famílias e clãs ali listados caminhavam juntos com o alvo de coroar a Davi entretanto havia entre eles homens que iam além da dinâmica da massa: que estudavam a história, que discutiam sobre as implicações dos fatos, que se atualizavam a cada dia, que provavam cada informação e buscavam discernimento do Alto sobre o que fazer. Eles eram estudiosos entretanto também piedosos; acadêmicos, mas orientados pelo Espírito; usavam o intelecto mas queriam ouvir a voz de Deus.

Nesta virada de milênio a Igreja é confrontada pelo pós modernismo que cultua os resultados e despreza os valores tentando ensinar nossos pastores que “importa crescer – não importa como”; somos desafiados pela filosofia da intolerância social na Igreja que leva-nos a crer que temos sempre mais diferenças do que pontos em comum com o outro grupo o qual, paradoxalmente, segue ao mesmo Senhor que servimos e estará conosco na eternidade; somos ensinados que “o novo é sempre melhor” desencadeando uma corrida pelos ventos de novidades e doutrinas mesmo sabendo que o evangelho é antigo, os profetas viveram na antiquidade e a própria Igreja neotestamentária já conta com 2.000 anos de história.

Vivemos um momento histórico onde precisamos de “filhos de Issacar” em nosso meio. Homens que olhem além do horizonte, que estudem a época e a história ao mesmo tempo em que se submetam a Deus, que usem ao máximo o raciocício e conhecimento acumulados em nossa teologia mas também busquem ao Senhor com toda a força de suas almas; que vivam no século 21 com sua nova tecnologia e comunicação disponíveis mas não abram mão daquele momento em que o Espírito diz “este é o caminho, andai por ele”.

Tendo isto em mente olhemos para a nossa corrente história e vejamos alguns pontos de tensão em nosso Cristianismo na era pós moderna sobre os quais precisamos clamar por discernimento dos céus.

1. A carnal tendência humana de esquecer que Deus é maior do que nós

“Glorificar a Deus” ao longo dos séculos passou a ser mais uma expressão cristã do que uma prática de vida. Lembro-me que, após expor Romanos 16 para um grupo de líderes evangélicos em uma aldeia africana, um deles concluiu: “sim, então podemos dizer que glorificar a Deus é reconhecer que Ele é maior do que nós”. Creio que haviam entendido boa parte da mensagem.

Hoje tendemos a esquecer que Deus é maior do que o homem, que a glória de Deus importa mais do que a nossa glória, que o Senhor é soberano e nós dependentes da Sua graça.

Alguns teólogos do século 19 olhavam para a vida de Jesus e pensavam: Ele fracassou.
Olhem bem para os seus discípulos, seus amigos do peito. Ele não foi capaz de evitar-lhes a dor, a perseguição ou o sofrimento. Nem mesmo para os 12, os mais chegados. Passaram por açoites, foram perseguidos e traídos. Caíram enfermos e alguns foram martirizados. George Strauss, no fim do século 19, zombava dizendo: “Ele não tinha poder. Seus amigos morreram sós, traídos e em sofrimento. Morreram sem glória”. Strauss, apesar de irônico, liberal e distante da verdade, acertava em sua última afirmação: “Morreram sem glória”. Mas morreram para a glória de Deus.

A primeira Missão da Igreja não é proclamar o evangelho, não é se expandir nem mesmo conquistar a mídia ou impactar a sociedade. A primeira Missão da Igreja é morrer. Perder os valores da carne e ser revestida com os valores de Deus. É se “desglorificar” para glorificar ao seu Deus.

Quando perguntaram a George Müller sobre o segredo do seu sucesso ministerial, a sua resposta imediata foi: “O segredo de George Müller é que George Müller morreu já há alguns anos atrás”. É preciso reafirmar nesta virada de milênio o motivo da nossa existência: a glória de Jesus, Senhor da Igreja.

É tempo de reconhecer que Deus é maior do que nós.

2. O desenvolvimento de uma personalidade não funcional na Igreja de Cristo

Cirenius, teólogo bizantino, afirmou que “a Igreja sofrera a tentação de desenvolver a sua personalidade e perder a sua finalidade. À imagem do primeiro homem, a Igreja também peca quando esquece o porquê está aqui e imagina ser suficiente apenas o existir. Torna-se assim tal qual uma linda rosa vermelha... a qual nasce, cresce, murcha e morre em um campo distante sem por ninguém ser vista, sem a nenhum olhar dar prazer”.

A carta à Igreja de Laodicéia no capítulo 3 de Apocalipse mostra-nos com realismo uma cobrança de funcionalidade. O texto fala sobre a possibilidade de uma Igreja ser quente, fria ou morna e erroneamente tem sido visto ao longo de anos como uma simples apresentação de três diferentes níveis de espiritualidade. Se o analisarmos cuidadosamente, entretanto, veremos que o assunto tratado é a funcionalidade da Igreja, o que ela faz baseado em quem ela reconhece ser.

Esta carta começa afirmando “conheço as tuas obras” (3:15) onde a expressão ‘erga’ (obra) aponta para a vida normal da Igreja, não necessariamente as suas realizações. Creio que Jesus afirmava aqui o completo conhecimento – de grandes e pequenas coisas – que Ele possui sobre a comunidade dos santos.

“Que não és quente nem frio. Quem dera fosses quente ou frio...” é basicamente uma afirmação de desejo. O Senhor Jesus afirmando à Igreja em Laodicéia que desejava que fossem quentes ou frios. Não há indícios para crermos que fosse uma expressão de ironia mas sim um desejo sincero de vê-los tanto quentes quanto frios. Para entendermos esta afirmação precisamos lembrar que Laodicéia localizava-se entre duas grandes e conhecidas outras cidades na região. Hierápolis e Colossos.

Hierápolis era conhecida em toda a região por suas fontes de águas frias. Uma espécie de Oásis no verão para onde as multidões afluíam. Segundo o historiador T. Orgeon, à entrada da cidade havia uma inscrição com os dizeres: “Lugar de Refrigério”.

Colossos era ainda mais conhecida pelas suas fontes de águas quentes, sobre as quais dizia-se possuírem poderes medicinais e terapêuticos usadas por pessoas com problemas ósseos, reumáticos, respiratórios e tantos outros. Um lugar para cura e terapia do corpo.

Quando o Senhor afirmou à igreja: “que nem és quente nem frio” creio que a figura das águas quentes e frias de Colossos e Hierápolis fora usada e assim poderíamos parafrasear: Que nem possuis função de causar refrigério às vidas que os procuram como as águas frias de Hierápolis; como também perdestes a função terapêutica de alívio aos aflitos à semelhança das águas quentes de Colossos. Como sois mornos (e águas moras não possuem função) estou a ponto de vomitar-te da minha boca.

Vivenciamos hoje a atual tendência da errática cristã a qual tenta incluir-se nas bênçãos do evangelho e auto excluir-se de sua prática: a anti-bíblica vontade de ver a terra arada sem por as mãos no arado.

É tempo de trabalhar, enquanto é dia.

3. A procura por uma Igreja kerygmática mas também martírica

Há dois termos largamente usados no livro de Atos que retratam o caráter cristão: proclamação e testemunho. O termo grego para ‘proclamação’ é ‘Kerygma’: a forma estratégica e inteligível de comunicar a mensagem do evangelho. É a Igreja se preparando, estudando e analisando as possibilidades de comunicar o evangelho a um grupo, seja uma pessoa, família ou povo. Isto é Kerygma.

‘Martíria’ é o termo grego para ‘testemunho’ e sempre está ligado ao Kerygma. Entretanto ‘Martiria’ não é uma proclamação inteligível e estratégica como encontro de casais, acampamentos evangelisticos, evangelismo explosivo ou células familiares. Martiria é testemunho de vida, a personalidade transformada pelo Senhor. É domínio próprio em casa, ser justo com os empregados, ser brando no falar. É ser a imagem de Jesus.

A Igreja em Atos foi chamada para ser primeiramente Martírica – viver com fidelidade tudo aquilo que crê - e só então assumir uma postura Kerygmática.

Atos 1:1 inicia enfatizando “... o que Jesus começou a fazer e a ensinar...” onde ‘Erzato... poien’ (começou a fazer) é uma sentença também encontrada nas “Narrações de Vitórias” de Blass quando fala de um general grego o qual, tendo encerrado com impactante vitória uma campanha armada contra a cidade de Temas, envia um arauto à aldeia vizinha preanunciando que ela seria a próxima a ser conquistada. A força desta expressão (começou a fazer) mostra que a campanha continua, que a força é a mesma, que o cansaço não impede que tudo seja feito novamente e quem sabe ainda mais. Aponta para Jesus o qual, após nascer, viver, morrer e ressuscitar no Evangelho segundo Lucas, continua a agir em Atos com a mesma força e autoridade. É o Senhor presente que preanuncia: Eu continuo a fazer.

Entretanto a expressão ‘te kai’ (e) intermedia os verbos principais do versículo 1: “fazer e ensinar” e faz com que a posição destes dois termos não seja mudada. Ramsay crê que a posição dos verbos (fazer vindo antes de ensinar) é uma estrutura emítica onde o contrário seria danoso ao texto. Sendo assim podemos ver que Lucas estabelece um modelo ao redor da pessoa de Jesus mostrando que Ele primeiramente ‘fazia’ antes de ‘ensinar’, que sua vida precedia sua doutrina, que seu caráter homologava sua teologia. Lucas utiliza ‘didaskein” (ensinar) para introduzir a pessoa do ‘didaskalos’, (mestre) mostrando que o abismo que hoje separa aquilo que cremos daquilo que fazemos não tem raíz no Cristianismo bíblico. Precisamos viver de acordo com aquilo que crê o nosso coração.

É tempo de buscar uma Igreja kerygmática em sua missiologia e martírica em seu caráter.


Conclusão

Talvez o grande desafio da igreja de Cristo neste começo de milênio seja expressar uma vida compatível com a sua fé: a busca pelo Cristianismo genuíno e sincero ensinado por Jesus. Uma Igreja onde o líder cristão não domina o seu rebanho, antes o serve; onde o perseguido não odeia seu perseguidor, antes intercede por ele; onde o menor é o maior, morrer é um ganho, só se torna forte os que reconhecem a fraqueza, anda-se duas milhas com quem te obriga a andar uma, vira-se a outra face a quem te fere, não há apego a este mundo pois todos são peregrinos, a garantia é uma promessa e só se alcança a vida quem primeiro morre.

E para caminharmos nos passos de Jesus nestes novos tempos é preciso olhar para todos os lados, como filhos de Issacar, conhecendo as épocas e pedindo discernimento dos céus a fim de morrermos sem glória, para a glória de Deus.

Postado por: Daniela Porchat Schlabitz
Vice-Presidente / Brasil
The 24 Hours World Prayer Command Center for the Peace of Israel
http://www.prayforthepeaceofisrael.org/
daniela4israel@yahoo.com.br

Fonte: http://www.ronaldo.lidorio.com.br