***Série História da igerja***
A "igreja não quer aprender e viver a verdade. Veja através do exemplo dos Anabatistas o Que acontece com quem ensina e vive a verdade :
Os europeus que liam a Bíblia por si mesmos, livres da influência agostiniana dos reformadores, com freqüência abraçavam o evangelho do reino. E foi assim que surgiu espontaneamente um novo movimento do reino em todo o norte de Europa.
Em Zurique, Suíça, este novo movimento do reino surgiu pela primeira vez durante o tempo em que Zuínglio se encontrava pregando. Alguns dos colegas de Zuínglio não se deixaram cegar pela influência de Agostinho, e viram claramente o evangelho do reino nos ensinos de Jesus. Eles desejavam restaurar o cristianismo apostólico, mas Zuínglio com sua Reforma não estava disposto a ir para além do que o concílio da cidade lhe permitisse. De maneira que estes cristãos do reino começaram a se reunir à parte em casas particulares.
Além de querer restaurar os ensinos do reino de Jesus, estes novos cristãos do reino também ensinavam a necessidade de uma igreja santa e disciplinada em lugar de uma Igreja estatal que incluía a todos os que viviam dentro do Estado. Também rejeitavam a predestinação. No entanto, Zuínglio demonstrou ser tão intolerante e tão mão de ferro como o seria Calvino posteriormente. Com a aprovação de Zuínglio, as autoridades civis rapidamente estabeleceram leis contra estes cristões do reino, a quem chamaram anabatistas, isto é, “rebatizadores”.* Uma destas leis estipulava o seguinte:
*Isso porque eles praticavam voluntariamente o batismo de crentes em vez de aceitarem o batismo de infantes imposto pelo Estado.
A fim de erradicar a perigosa, malvada, turbulenta e sediciosa seita dos anabatistas, decretamos o seguinte: Se a alguém for suspeito de ter sido rebatizado, deverá ser advertido pelos magistrados para que abandone o território sob pena do castigo designado. Toda pessoa está obrigada a denunciar os que favorecem o rebatismo. Quem não cumprir com esta ordem estará sujeito à punição conforme à sentença da magistratura.
Os professadores do rebatismo, os pregadores que batizam e os líderes das reuniões ilegais devem ser afogados. Os que tiverem sido previamente libertos de prisão e que juraram desistir de semelhantes coisas, incorrem no mesmo castigo. Os anabatistas estrangeiros devem ser expulsos; se voltarem, serão afogados. Ninguém está autorizado a se separar da Igreja [estatal] e se abster da Santa Ceia. Quem fugir de uma jurisdição para outra será desterrado ou extraditado conforme a exigência das autoridades.1
Zuínglio e seus magistrados civis rapidamente prenderam a qualquer professador ou líder anabatista que pudessem encontrar. Lançavam estes cristãos em masmorras desoladoras e os alimentavam só com pão e água. Se estes cristãos encarcerados se negassem a se retratarem de seus “erros”, atavam-lhes as mãos por trás das costas e os afogavam no rio: um batismo de morte.
Na Alemanha, Áustria e Holanda surgiram outros líderes e grupos de cristãos do reino independentemente dos anabatistas da Suíça. Estes outros grupos do reino sem exceção descobriram o mesmo evangelho do reino, e cedo entram em contato uns com os outros. Os reformistas e os católicos chamavam a todos estes cristãos do reino pelo nome de anabatistas.
Todos os reformadores principais achavam que o problema fundamental com Roma era sua teologia. Isto se devia ao fato de que todos estes reformistas achavam que a essência do cristianismo era a teologia. No entanto, os anabatistas acertadamente compreendiam que a essência do cristianismo é o relacionamento, e não a teologia. Primeiro temos que nascer de novo para podermos entrar no reino de Deus. E depois podemos crescer como um ramo na videira de Jesus. Sim, Roma apoiava muitas práticas e doutrinas antibíblicas, e cada uma delas devia ser corrigida. Porém, o simplesmente fazer correções teológicas não iria resolver o problema fundamental.
O problema principal era que o catolicismo romano havia se convertido basicamente numa religião mecânica. Tudo funcionava automaticamente. Se uma pessoa apoiasse o credo da Igreja, participasse dos sacramentos e morresse sendo fiel à Igreja (não envolvido em pecado mortal), então era salva. Se uma pessoa cometesse um pecado grave, essa pessoa podia expiá-lo mecanicamente só por cumprir a penitência indicada. Esta podia incluir dar esmolas, participar de uma peregrinação ou cruzada, pagar por uma indulgência ou contemplar as relíquias dos santos. Não se exigia uma mudança de coração. E, portanto, a relação da pessoa com Cristo nunca mudava.
…
Geralmente se pensa que a Reforma protestante mudou tudo isto. No entanto, a Reforma protestante só substituiu em grande parte uma forma de graça barata (os sacramentos, as indulgências, etc.) por outra forma de graça barata… a crença fácil: Apenas creia que Jesus morreu por teus pecados e que a tua própria obediência não tem nenhum papel na tua salvação e, pronto!, a tua vida eterna no céu está garantida. A verdade é que os luteranos alemães se diferenciavam pouco dos católicos alemães, exceto no que se referia à teologia e as formas de adoração. Tenho que admitir que as igrejas reformadas na Suíça realmente exigiam uma forma de vida cristã bem mais rígida, a qual faziam cumpri por meio das autoridades civis. Ainda assim estas igrejas ensinavam a pior forma de cristianismo mecânico. Isto é, que Deus arbitrariamente predestinava a todas as pessoas antes mesmo de nascerem.
O novo nascimento
Nem Lutero, nem Zuínglio, nem Calvino nem os católicos romanos punham muita ênfase no novo nascimento. Em seus sistemas, o novo nascimento era simplesmente parte de todo o processo mecânico. Mas para os anabatistas isto era muito diferente. Uma pessoa tinha que começar com o novo nascimento, incluindo um compromisso pessoal com o reino de Cristo. Não se tratava simplesmente de crer em Jesus como o seu Salvador pessoal. Ele também tinha que ser o seu Senhor. E isto não era simplesmente no plano teológico, mas sim algo que se manifestava na vida real da pessoa. Tal como expressou um anabatista:
Ora talvez alguns respondam: “Nossa crença é que Cristo é o Filho de Deus, que sua Palavra é verdade e que ele nos comprou com seu sangue e com sua verdade. Fomos regenerados no batismo e recebemos o Espírito Santo; portanto, somos a verdadeira igreja e congregação de Cristo”. Aos tais respondemos: “Se sua fé é como vocês dizem, por que não fazem o que ele lhes mandou em sua palavra?” Seu mandamento é: “Arrependam-se e guardem os mandamentos”. (…) Fiel leitor, pense que se isto aconteceu com você tal como afirma, (…) você teria que reconhecer, também, que o nascimento antes mencionado e o Espírito recebido estão totalmente sem efeito, sem sabedoria, nem poder e nem fruto em você; sim, são Vãos e mortos. Que você não vive nem pelo Espírito nem no poder do novo nascimento.
O mesmo escritor descreveu o tipo de fé que o evangelho do reino exige: “A verdadeira fé evangélica não pode ficar inativa. Ela veste ao nu. Dá de comer ao faminto. Consola o aflito. Protege o desabrigado. Serve os que lhe fazem mal. Ata o que está ferido. Faz-se tudo para todos.” Como também expressou outro líder anabatista: “Nenhum homem pode conhecer verdadeiramente a Cristo se não segui-lo em vida”.
Como diz Paulo: “Porque o reino de Deus não consiste em palavras, mas em poder” (1 Coríntios 4:20). A essência do reino não está em palavras (a teologia), mas sim em poder. E nessa passagem Paulo não estava se referindo ao poder para fazer milagres. Os milagres são como as palavras. Eles podem ser parte do reino, mas não são a essência do reino. Eles não são nada sozinhos. Jesus sabia que nossa inclinação seria a de seguir os milagres; por isso, advertiu-nos de antemão: “Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade” (Mateus 7:22–23).
Se Jesus nunca conheceu a estes fazedores de milagres, isso significa que eles nunca nem sequer estiveram em sua videira. Eles viveram toda sua vida cristã num mundo de fantasia, profetizando e expulsando demônios no nome de Jesus. Eles achavam que tinham poder, mas qualquer que fosse o poder que tivessem não vinha da parte dele. Qual era o problema dele? Era que confiavam em suas próprias obras? Não, Jesus disse que o problema era que eles eram “praticantes de iniqüidade”. Seu reino tem leis, e se não obedecermos a suas leis, somos praticantes da iniqüidade.
Este é o ponto principal que os anabatistas queriam deixar claro a seus ouvintes. Não importa quanta teologia você tenha compreendido corretamente. E não importa os passos formais que tenha dado para nascer de novo. Se você não estiver vivendo sob o poder do Espírito Santo, tudo é inútil. Você nunca esteve na videira de Jesus, ou então foi cortado dela. Alguém que está crescendo na videira de Jesus não é praticante de iniqüidade. Ele não vive em desobediência às leis de Cristo.
O povo do reino
Um escritor anabatista deixou a seguinte descrição dos anabatistas de seu tempo:
No batismo eles sepultam seus pecados na morte do Senhor e ressuscitam com ele a uma nova vida. Eles circuncidam seus corações com a Palavra do Senhor; eles são batizados com o Espírito Santo para entrar no corpo santo e sem mancha de Cristo, como membros obedientes de sua igreja, conforme a verdadeira ordem e a Palavra do Senhor. Eles se vestem de Cristo e manifestam seu espírito, natureza e poder em todo o seu comportamento. Eles temem a Deus com o coração. Em seus pensamentos, palavras, e obras não procuram outra coisa a não ser o louvor de Deus e a salvação de seus amados irmãos. Não conhecem o ódio nem a vingança, pois amam a quem os odeiam. Eles fazem bem a quem os maltratam e oram pelos que os perseguem.
Estas pessoas regeneradas possuem um rei espiritual acima deles que os governa por meio do cetro intato de sua boca, ou seja, com seu Espírito Santo e sua Palavra. Ele os veste com o manto de justiça, de pura seda branca. Ele os refresca com a água viva de seu Espírito Santo e os alimenta com o pão da vida. Seu nome é Jesus Cristo. Eles são os filhos da paz que converteram suas espadas em enxadões e suas lanças em foices, e não aprenderão mais a guerra. Eles dão a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.7
Estes novos cristãos do reino rapidamente encontraram uns aos outros e fundaram congregações locais e alianças em todo o continente. O movimento anabatista propagou-se tão rapidamente que parecia que se converteria num movimento mais amplo que o da corrente principal da Reforma protestante.8 Os anabatistas não tinham um sistema de missões organizado. Em vez disso, tal como os primeiros cristãos , todos os anabatistas eram missionários que compartilhavam o evangelho do reino com todas as pessoas que lhes fosse possível. Uma vez mais, o evangelho do reino estava alvoroçando o mundo!
Mas a reação do mundo foi muito rápida. O mundo não tinha nenhum desejo de ser transtornado. Os reformistas temiam que se muitas pessoas se unissem a este novo movimento do reino, eles não teriam tropas suficientes para lutarem contra os católicos ou os turcos. Tanto os reformistas como os católicos desejavam uma sociedade estabelecida dentro dos limites do híbrido constantiniano(pagão). Eles haviam chegado ao ponto de crer que se a Igreja e o estado não estivessem unidos, toda a sociedade desapareceria. Portanto, os anabatistas tinham que morrer!
Tanto as Igrejas Católicas Romanas como as da Reforma protestante submeteram estes novos cristãos do reino às mesmas torturas desumanas que os romanos pagãos uma vez tinham imposto aos cristãos de seu tempo (exceto a de lançá-los aos leões). Por exemplo, as autoridades alemãs executaram a seguinte sentença contra o líder anabatista Miguel Sattler:
Decretou-se a sentença de que Miguel Sattler seja entregue ao carrasco, o qual o conduzirá ao lugar da execução e lhe cortará sua língua. Depois, devem atá-lo a uma carroça e arrancar pedaços da carne de seu corpo duas vezes com tenazes de aço em brasa viva. Após tirá-lo do portão [da cidade], eles devem dilacerar o seu corpo mais cinco vezes da mesma maneira(requintes de crueldades). Depois disto, deverão queimá-lo até convertê-lo em cinzas.9
E que crimes tão graves tinha cometido Miguel Sattler para merecer castigo tão cruel? Simplesmente que tinha ensinado a outras pessoas o cristianismo do reino. Dois dos nove artigos da acusação contra ele diziam que ele era contra os juramentos e que pregava a não-resistência. Pergunto-me se aquelas mesmas autoridades cristãs teriam rasgado em pedaços a Cristo com tenazes em brasa e depois o teriam queimado vivo. Afinal de contas, Jesus também pregou a não-resistência e lhe ensinou a seus discípulos a não prestar juramentos.
A perseguição contra os anabatistas foi realmente pior do que a que tinham enfrentado os cristãos da igreja primitiva por parte de Roma. Pois foi bem mais minuciosa e persistente. No entanto, mesmo com esta perseguição intensa, os reformistas e os católicos não puderam destruir completamente este novo movimento do reino. Ainda há um remanescente fiel deles entre nós. Ao mesmo tempo, os anabatistas tiveram suas falhas. Por exemplo, em conseqüência da perseguição horrenda nas mãos de outros supostos cristãos, a maioria deles com o tempo perdeu seu zelo de testemunhar para os outros.
http://ccbsemcensuras.forumeiros.com/rea-de-debates-para-assuntos-da-ccb-f1/jorge-fox-os-quacres-e-os-reformadores-suicos-historia-t1744.htm
POSTADO POR : Dani Porchat
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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
A "igreja não quer aprender e viver a verdade. Veja através do exemplo dos Anabatistas o Que acontece com quem ensina e vive a verdade :
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domingo, 31 de outubro de 2010
LIGAÇÃO COM SIÃO - um mandamento bíblico
Amnésia Espiritual????
**os crentes devem apoiar Israel em sua luta pela terra? Creio que a mesma pergunta pode ser feita de uma forma um pouquinho diferente: se vivesse na corte persa há 2.500 anos atrás, você estaria do lado de Hamã ou do lado de Ester?**
Quando Abrão obedeceu a Deus e partiu de sua amada terra natal, Deus o guiou a uma nova terra, exatamente como tinha prometido. Logo que Abrão chegou a ela, o Senhor (Yahweh, Javé) lhe apareceu e disse: “Darei à tua descendência esta terra” (Gn 12.7). Desde o momento em que chegou àquele pequeno pedaço de terra às margens do Grande Mar, a identidade de Abrão – bem como a de seus descendentes – ficou ligada àquele lugar.
A promessa daquela terra, feita pelo Senhor em Gênesis 12.7, foi a primeira de muitas. Por várias e várias vezes Ele reiterou Sua promessa de aliança com a nação descendente de Abraão. Por muitas vezes, esses lembretes e reafirmações do relacionamento através da aliança incluíram referências explícitas à terra que Deus havia prometido àquele povo. Somente no livro de Deuteronômio, enquanto o povo estava na divisa da terra, o Senhor lhe lembrou dezoito vezes que a havia prometido a ele. O tema é tão constante que ha-aretz (a terra, em hebraico) é o quarto substantivo mais usado no Antigo Testamento.
Por diversas vezes, inclusive de forma dramática, a promessa foi reiterada. Quando Yahweh firmou a aliança com Abraão, passando em meio aos pedaços de animais sacrificados a fim de estabelecer a inviolabilidade de Suas promessas, a garantia específica foi: “À tua descendência dei esta terra” (Gn 15.18). Mais tarde, falando através de Seu profeta Jeremias, o Senhor insistiu que antes quebraria Sua aliança com relação ao ciclo do dia seguido pela noite, do que Sua promessa de restaurar Israel à sua terra (Jr 33.25-26). Resumindo, a realidade das promessas não pode ser negada. A terra, e tudo o que ela contém, pertence a Yahweh (Sl 24.1), porém, Deus fala de uma forma especial sobre o pequeno Israel: “a terra é minha” (Lv 25.23). Deus é o dono daquela terra, e Ele a deu a Israel. As Suas promessas concedendo aquela terra a Israel são eternas, imutáveis e irrevogáveis (Hb 6.13-18).
Contudo, entre os que crêem na Bíblia há ainda hoje um grande debate sobre a questão se os judeus têm ou não o “direito” a Eretz Israel (a terra de Israel). Lendo as Escrituras, muitos cristãos questionam a afirmação de que Israel tem, de fato, ainda hoje, o direito dado por Deus de possuir a terra que Ele lhe prometeu tantas vezes e tão claramente. Assim, eles também negam que os crentes tenham o dever de apoiar Israel em sua luta. Qual a razão disso?
Acho que existem três explicações possíveis:
Lendo as Escrituras, muitos cristãos questionam a afirmação de que Israel tem, de fato, ainda hoje, o direito dado por Deus de possuir a terra que Ele lhe prometeu tantas vezes e tão claramente.
A primeira é pura e simples negligência. Um número espantoso de filhos de Deus sinceros e nascidos de novo, simplesmente não dá muita importância ao relacionamento atual entre Deus e o Seu povo escolhido. Na verdade, uma das decepções mais lamentáveis e impressionantes quando analisamos a história cristã é constatarmos a capacidade dos crentes do Novo Testamento de esquecer que, espiritualmente, estão sendo levados nos ombros do povo com quem Deus celebrou a aliança – Israel. Essa tendência de amnésia espiritual tornou-se menos expressiva no século passado, devido à grande obra que Deus realizou restaurando Israel à sua terra. Mas, mesmo assim, ainda existem muitos que, ao ponderarem a questão do direito dos judeus ao pequeno pedaço de terra que hoje possuem em parte, não param para considerar as promessas das Escrituras que dizem respeito a esse assunto.
A segunda explicação é “a teologia da substituição”. Ela ensina que “a Igreja tomou o lugar de Israel enquanto nação, como receptora das bênçãos de Deus”, dizendo que “a Igreja cumpriu os termos das alianças feitas com Israel, que os judeus rejeitaram”, e que, portanto, a nação judaica perdeu todo e qualquer direito que possuía com base nas promessas que Deus lhe fizera.[1] Embora este não seja o momento para discutir tal assunto, é suficiente dizer que a teologia da substituição começa onde deveria terminar, e termina onde nunca deveria ter chegado. Isto é, ela começa com o Novo Testamento, insistindo que o Antigo Testamento não tem significado algum, a não ser quando interpretado pelo Novo Testamento. Dizendo que Jesus e os apóstolos são a única fonte confiável da verdade, a teologia da substituição conclui que, se o Novo Testamento [supostamente] mostra que algo no Antigo Testamento não era o que Deus realmente queria dizer, teremos de aceitar que o Novo Testamento pode desmentir o que consta no Antigo Testamento. Por outro lado, a teologia da substituição termina insistindo que as promessas de Deus não são tão confiáveis como aparentam ser. Porém, é melhor deixar que a Bíblia fale por si mesma, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. É melhor reconhecer que Jesus, que é a verdade, não se referiu a Si mesmo como uma fonte de verdade mais segura que as Escrituras. Ele nunca teria ensinado nada contrário às afirmações claras das Escrituras hebraicas que tanto amava. É melhor lembrar que, qualquer que seja a parte das Escrituras que estivermos estudando, Deus espera que relacionemos tudo que Ele revelou no passado e que tratemos essa revelação anterior não como uma massa qualquer a ser moldada da forma que quisermos, mas como palavras do próprio Deus, que têm autoridade e são verdadeiras. As promessas de Deus são verdades eternas. Elas não podem ser adulteradas ou postas em dúvida por nada e por ninguém, muito menos pelas palavras posteriores do mesmo Deus imutável!
A “teologia da substituição” diz que “a Igreja cumpriu os termos das alianças feitas com Israel, que os judeus rejeitaram”, e que, portanto, a nação judaica perdeu todo e qualquer direito que possuía com base nas promessas que Deus lhe fizera.
Mas ainda há uma terceira explicação para o ceticismo de alguns cristãos quanto ao direito dos judeus sobre a terra que Deus lhes prometeu. Eles alegam que a nação de Israel foi posta de lado judicialmente, de forma temporária. Na verdade, Deus não rejeitou permanentemente o Seu povo (Rm 11.1), mas os ramos naturais foram quebrados e um dia eles serão enxertados novamente (Rm 11.19-24). Admitindo o fato de que, no futuro, a nação será restaurada em sua terra, alguns cristãos acreditam, mesmo assim, que o julgamento atual de Israel mostra que os judeus perderam temporariamente seus direitos sobre a terra. Portanto, os crentes não são obrigados a apoiar Israel em sua luta.
Entretanto, essa perspectiva é seriamente equivocada. Ela reconhece corretamente que, de alguma forma profunda, Deus deixou Israel de lado, e que hoje o povo judeu não goza do mesmo relacionamento da aliança que já teve com o Senhor. Além disso, essa posição vê o julgamento de Israel, corretamente, como apenas temporário e, portanto, compartilha da esperança de seu arrependimento nacional e da sua restauração. Ela ignora, contudo, o que a Palavra de Deus diz sobre o relacionamento entre Deus e os judeus durante este período em que Israel está temporariamente cego.
Como devemos compreender o relacionamento atual de Deus com Israel? Na minha opinião, o melhor lugar para se procurar ajuda a respeito desse assunto é o notável e agradável livro de Ester. De fato, sua história é tão encantadora que o foco teológico e histórico central acaba passando despercebido. Esse ponto central fala sobre o assunto de que estamos tratando.
Pense rapidamente sobre a história: Ester, uma jovem judia, foi participar de um concurso de beleza, o que era totalmente inadequado para quem estava proibida de se casar com alguém que não compartilhasse da mesma fé. Se ganhasse o concurso, ela se casaria com o rei e se tornaria rainha da Pérsia. Mordecai, seu primo mais velho e pai adotivo, era um funcionário da corte do rei e aconselhou Ester a manter sua identidade judaica em segredo, para que pudesse sobreviver, caso necessário, no mundo dos gentios. Afinal, essa tinha sido a estratégia do próprio Mordecai. Então, Hamã criou uma trama terrível para matar todos os judeus daquela terra. Quando Mordecai soube a respeito, repentinamente sua herança judaica tornou-se mais importante para ele e o levou a buscar fazer tudo que estivesse ao seu alcance para impedir tal atrocidade. Como Ester estava em uma posição estratégica, eles elaboraram juntos um plano para revelar ao desapercebido soberano a maldade que estava para acontecer no seu reino. O problema é que Ester não se encontrava bem preparada para o papel que teria de desempenhar, e o plano teria realmente fracassado se não fosse por uma série de coincidências absolutamente impressionantes. Por acaso, o rei não conseguiu dormir e mandou chamar seus servos para lerem o livro de registro das crônicas. Por acaso, eles leram um trecho que falava sobre uma ocasião em que Mordecai tinha salvado a vida do rei. Mais tarde, naquela noite, aconteceu que o rei, cujo coração já era favorável a Mordecai e Ester, ficou sabendo do plano maligno de Hamã e que Mordecai e Ester eram judeus. Enraivecido com a atitude de Hamã, o rei ordenou a sua execução. Por coincidência, ele foi enforcado na própria forca que havia mandado construir naquele dia [para matar o judeu Mordecai].
Ester diante de Assuero. Pintura de Nicolas Poussin.
Creio que o Senhor deseja que leiamos o livro de Ester como a representação do grande paradigma do Seu relacionamento com o povo da aliança – e do relacionamento dos judeus com Ele – durante os anos em que estiverem “deserdados” judicialmente da bênção completa dessa aliança. Considere os paralelos: no livro de Ester, os personagens principais são duas pessoas de origem judaica, que haviam abandonado seu relacionamento com Deus e estavam determinados a fazer o possível para ter sucesso no mundo gentio. Mas ainda havia um resquício de judaísmo neles, que se manifestou na determinação em não permitir que o povo judeu fosse destruído.
O paralelismo com a realidade do povo judeu nestes últimos dois mil anos não poderia ser mais exato. Seja por escolha própria ou por coação, os judeus tiveram de conquistar seu espaço em um mundo gentio hostil, e conseguiram mostrar que são muito habilidosos neste aspecto. Durante séculos, uma das ameaças mais constantes para a sobrevivência do povo judeu se encontra dentro deles mesmos: o impulso de assimilação. Mas quando surgia uma ameaça externa, a assimilação era abandonada, o judaísmo era orgulhosamente reafirmado e todas as energias eram direcionadas para libertação do povo de qualquer destruidor.
Agora, voltemos ao livro de Ester. O que nos chama mais a atenção nesse livro? O nome de Deus nunca é mencionado. Isso não foi porque Ele não estava agindo; mas porque se ocultava de todos, menos dos que criam nEle. Na verdade, foi Yahweh que tirou o sono daquele monarca e que guiou as mãos dos servos enquanto desenrolavam os rolos dos registros das crônicas. Resumindo, foi Deus quem libertou os judeus de Hamã, tanto quanto foi Deus quem libertou os judeus de Faraó. No caso de Hamã, contudo, é necessário ter os olhos da fé para ver a mão do Todo-Poderoso em ação.
Apesar de desprezado e perseguido nestes últimos dois mil anos, Israel sobreviveu como um povo. Nos últimos cinqüenta anos, foi vitorioso em três memoráveis guerras e continua a sobreviver como nação.
Voltando para Israel nestes últimos dois mil anos: desprezado e perseguido, apesar disso sobreviveu como um povo. Nos últimos cinqüenta anos, foi vitorioso em três memoráveis guerras e continua a sobreviver como nação. Os não-crentes e céticos atribuem essas vitórias à coragem do povo e à pura sorte; os crentes reconhecem novamente a mão discreta mas poderosa de Deus, que prometeu preservar o Seu povo.
Agora, retornemos à questão inicial: os crentes devem apoiar Israel em sua luta pela terra? Creio que a mesma pergunta pode ser feita de uma forma um pouquinho diferente: se vivesse na corte persa há 2.500 anos atrás, você estaria do lado de Hamã ou do lado de Ester? (Douglas Bookman - Israel My Glory - http://www.beth-shalom.com.br).
Douglas Bookman é palestrante de The Friends of Israel.
**os crentes devem apoiar Israel em sua luta pela terra? Creio que a mesma pergunta pode ser feita de uma forma um pouquinho diferente: se vivesse na corte persa há 2.500 anos atrás, você estaria do lado de Hamã ou do lado de Ester?**
Quando Abrão obedeceu a Deus e partiu de sua amada terra natal, Deus o guiou a uma nova terra, exatamente como tinha prometido. Logo que Abrão chegou a ela, o Senhor (Yahweh, Javé) lhe apareceu e disse: “Darei à tua descendência esta terra” (Gn 12.7). Desde o momento em que chegou àquele pequeno pedaço de terra às margens do Grande Mar, a identidade de Abrão – bem como a de seus descendentes – ficou ligada àquele lugar.
A promessa daquela terra, feita pelo Senhor em Gênesis 12.7, foi a primeira de muitas. Por várias e várias vezes Ele reiterou Sua promessa de aliança com a nação descendente de Abraão. Por muitas vezes, esses lembretes e reafirmações do relacionamento através da aliança incluíram referências explícitas à terra que Deus havia prometido àquele povo. Somente no livro de Deuteronômio, enquanto o povo estava na divisa da terra, o Senhor lhe lembrou dezoito vezes que a havia prometido a ele. O tema é tão constante que ha-aretz (a terra, em hebraico) é o quarto substantivo mais usado no Antigo Testamento.
Por diversas vezes, inclusive de forma dramática, a promessa foi reiterada. Quando Yahweh firmou a aliança com Abraão, passando em meio aos pedaços de animais sacrificados a fim de estabelecer a inviolabilidade de Suas promessas, a garantia específica foi: “À tua descendência dei esta terra” (Gn 15.18). Mais tarde, falando através de Seu profeta Jeremias, o Senhor insistiu que antes quebraria Sua aliança com relação ao ciclo do dia seguido pela noite, do que Sua promessa de restaurar Israel à sua terra (Jr 33.25-26). Resumindo, a realidade das promessas não pode ser negada. A terra, e tudo o que ela contém, pertence a Yahweh (Sl 24.1), porém, Deus fala de uma forma especial sobre o pequeno Israel: “a terra é minha” (Lv 25.23). Deus é o dono daquela terra, e Ele a deu a Israel. As Suas promessas concedendo aquela terra a Israel são eternas, imutáveis e irrevogáveis (Hb 6.13-18).
Contudo, entre os que crêem na Bíblia há ainda hoje um grande debate sobre a questão se os judeus têm ou não o “direito” a Eretz Israel (a terra de Israel). Lendo as Escrituras, muitos cristãos questionam a afirmação de que Israel tem, de fato, ainda hoje, o direito dado por Deus de possuir a terra que Ele lhe prometeu tantas vezes e tão claramente. Assim, eles também negam que os crentes tenham o dever de apoiar Israel em sua luta. Qual a razão disso?
Acho que existem três explicações possíveis:
Lendo as Escrituras, muitos cristãos questionam a afirmação de que Israel tem, de fato, ainda hoje, o direito dado por Deus de possuir a terra que Ele lhe prometeu tantas vezes e tão claramente.
A primeira é pura e simples negligência. Um número espantoso de filhos de Deus sinceros e nascidos de novo, simplesmente não dá muita importância ao relacionamento atual entre Deus e o Seu povo escolhido. Na verdade, uma das decepções mais lamentáveis e impressionantes quando analisamos a história cristã é constatarmos a capacidade dos crentes do Novo Testamento de esquecer que, espiritualmente, estão sendo levados nos ombros do povo com quem Deus celebrou a aliança – Israel. Essa tendência de amnésia espiritual tornou-se menos expressiva no século passado, devido à grande obra que Deus realizou restaurando Israel à sua terra. Mas, mesmo assim, ainda existem muitos que, ao ponderarem a questão do direito dos judeus ao pequeno pedaço de terra que hoje possuem em parte, não param para considerar as promessas das Escrituras que dizem respeito a esse assunto.
A segunda explicação é “a teologia da substituição”. Ela ensina que “a Igreja tomou o lugar de Israel enquanto nação, como receptora das bênçãos de Deus”, dizendo que “a Igreja cumpriu os termos das alianças feitas com Israel, que os judeus rejeitaram”, e que, portanto, a nação judaica perdeu todo e qualquer direito que possuía com base nas promessas que Deus lhe fizera.[1] Embora este não seja o momento para discutir tal assunto, é suficiente dizer que a teologia da substituição começa onde deveria terminar, e termina onde nunca deveria ter chegado. Isto é, ela começa com o Novo Testamento, insistindo que o Antigo Testamento não tem significado algum, a não ser quando interpretado pelo Novo Testamento. Dizendo que Jesus e os apóstolos são a única fonte confiável da verdade, a teologia da substituição conclui que, se o Novo Testamento [supostamente] mostra que algo no Antigo Testamento não era o que Deus realmente queria dizer, teremos de aceitar que o Novo Testamento pode desmentir o que consta no Antigo Testamento. Por outro lado, a teologia da substituição termina insistindo que as promessas de Deus não são tão confiáveis como aparentam ser. Porém, é melhor deixar que a Bíblia fale por si mesma, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. É melhor reconhecer que Jesus, que é a verdade, não se referiu a Si mesmo como uma fonte de verdade mais segura que as Escrituras. Ele nunca teria ensinado nada contrário às afirmações claras das Escrituras hebraicas que tanto amava. É melhor lembrar que, qualquer que seja a parte das Escrituras que estivermos estudando, Deus espera que relacionemos tudo que Ele revelou no passado e que tratemos essa revelação anterior não como uma massa qualquer a ser moldada da forma que quisermos, mas como palavras do próprio Deus, que têm autoridade e são verdadeiras. As promessas de Deus são verdades eternas. Elas não podem ser adulteradas ou postas em dúvida por nada e por ninguém, muito menos pelas palavras posteriores do mesmo Deus imutável!
A “teologia da substituição” diz que “a Igreja cumpriu os termos das alianças feitas com Israel, que os judeus rejeitaram”, e que, portanto, a nação judaica perdeu todo e qualquer direito que possuía com base nas promessas que Deus lhe fizera.
Mas ainda há uma terceira explicação para o ceticismo de alguns cristãos quanto ao direito dos judeus sobre a terra que Deus lhes prometeu. Eles alegam que a nação de Israel foi posta de lado judicialmente, de forma temporária. Na verdade, Deus não rejeitou permanentemente o Seu povo (Rm 11.1), mas os ramos naturais foram quebrados e um dia eles serão enxertados novamente (Rm 11.19-24). Admitindo o fato de que, no futuro, a nação será restaurada em sua terra, alguns cristãos acreditam, mesmo assim, que o julgamento atual de Israel mostra que os judeus perderam temporariamente seus direitos sobre a terra. Portanto, os crentes não são obrigados a apoiar Israel em sua luta.
Entretanto, essa perspectiva é seriamente equivocada. Ela reconhece corretamente que, de alguma forma profunda, Deus deixou Israel de lado, e que hoje o povo judeu não goza do mesmo relacionamento da aliança que já teve com o Senhor. Além disso, essa posição vê o julgamento de Israel, corretamente, como apenas temporário e, portanto, compartilha da esperança de seu arrependimento nacional e da sua restauração. Ela ignora, contudo, o que a Palavra de Deus diz sobre o relacionamento entre Deus e os judeus durante este período em que Israel está temporariamente cego.
Como devemos compreender o relacionamento atual de Deus com Israel? Na minha opinião, o melhor lugar para se procurar ajuda a respeito desse assunto é o notável e agradável livro de Ester. De fato, sua história é tão encantadora que o foco teológico e histórico central acaba passando despercebido. Esse ponto central fala sobre o assunto de que estamos tratando.
Pense rapidamente sobre a história: Ester, uma jovem judia, foi participar de um concurso de beleza, o que era totalmente inadequado para quem estava proibida de se casar com alguém que não compartilhasse da mesma fé. Se ganhasse o concurso, ela se casaria com o rei e se tornaria rainha da Pérsia. Mordecai, seu primo mais velho e pai adotivo, era um funcionário da corte do rei e aconselhou Ester a manter sua identidade judaica em segredo, para que pudesse sobreviver, caso necessário, no mundo dos gentios. Afinal, essa tinha sido a estratégia do próprio Mordecai. Então, Hamã criou uma trama terrível para matar todos os judeus daquela terra. Quando Mordecai soube a respeito, repentinamente sua herança judaica tornou-se mais importante para ele e o levou a buscar fazer tudo que estivesse ao seu alcance para impedir tal atrocidade. Como Ester estava em uma posição estratégica, eles elaboraram juntos um plano para revelar ao desapercebido soberano a maldade que estava para acontecer no seu reino. O problema é que Ester não se encontrava bem preparada para o papel que teria de desempenhar, e o plano teria realmente fracassado se não fosse por uma série de coincidências absolutamente impressionantes. Por acaso, o rei não conseguiu dormir e mandou chamar seus servos para lerem o livro de registro das crônicas. Por acaso, eles leram um trecho que falava sobre uma ocasião em que Mordecai tinha salvado a vida do rei. Mais tarde, naquela noite, aconteceu que o rei, cujo coração já era favorável a Mordecai e Ester, ficou sabendo do plano maligno de Hamã e que Mordecai e Ester eram judeus. Enraivecido com a atitude de Hamã, o rei ordenou a sua execução. Por coincidência, ele foi enforcado na própria forca que havia mandado construir naquele dia [para matar o judeu Mordecai].
Ester diante de Assuero. Pintura de Nicolas Poussin.
Creio que o Senhor deseja que leiamos o livro de Ester como a representação do grande paradigma do Seu relacionamento com o povo da aliança – e do relacionamento dos judeus com Ele – durante os anos em que estiverem “deserdados” judicialmente da bênção completa dessa aliança. Considere os paralelos: no livro de Ester, os personagens principais são duas pessoas de origem judaica, que haviam abandonado seu relacionamento com Deus e estavam determinados a fazer o possível para ter sucesso no mundo gentio. Mas ainda havia um resquício de judaísmo neles, que se manifestou na determinação em não permitir que o povo judeu fosse destruído.
O paralelismo com a realidade do povo judeu nestes últimos dois mil anos não poderia ser mais exato. Seja por escolha própria ou por coação, os judeus tiveram de conquistar seu espaço em um mundo gentio hostil, e conseguiram mostrar que são muito habilidosos neste aspecto. Durante séculos, uma das ameaças mais constantes para a sobrevivência do povo judeu se encontra dentro deles mesmos: o impulso de assimilação. Mas quando surgia uma ameaça externa, a assimilação era abandonada, o judaísmo era orgulhosamente reafirmado e todas as energias eram direcionadas para libertação do povo de qualquer destruidor.
Agora, voltemos ao livro de Ester. O que nos chama mais a atenção nesse livro? O nome de Deus nunca é mencionado. Isso não foi porque Ele não estava agindo; mas porque se ocultava de todos, menos dos que criam nEle. Na verdade, foi Yahweh que tirou o sono daquele monarca e que guiou as mãos dos servos enquanto desenrolavam os rolos dos registros das crônicas. Resumindo, foi Deus quem libertou os judeus de Hamã, tanto quanto foi Deus quem libertou os judeus de Faraó. No caso de Hamã, contudo, é necessário ter os olhos da fé para ver a mão do Todo-Poderoso em ação.
Apesar de desprezado e perseguido nestes últimos dois mil anos, Israel sobreviveu como um povo. Nos últimos cinqüenta anos, foi vitorioso em três memoráveis guerras e continua a sobreviver como nação.
Voltando para Israel nestes últimos dois mil anos: desprezado e perseguido, apesar disso sobreviveu como um povo. Nos últimos cinqüenta anos, foi vitorioso em três memoráveis guerras e continua a sobreviver como nação. Os não-crentes e céticos atribuem essas vitórias à coragem do povo e à pura sorte; os crentes reconhecem novamente a mão discreta mas poderosa de Deus, que prometeu preservar o Seu povo.
Agora, retornemos à questão inicial: os crentes devem apoiar Israel em sua luta pela terra? Creio que a mesma pergunta pode ser feita de uma forma um pouquinho diferente: se vivesse na corte persa há 2.500 anos atrás, você estaria do lado de Hamã ou do lado de Ester? (Douglas Bookman - Israel My Glory - http://www.beth-shalom.com.br).
Douglas Bookman é palestrante de The Friends of Israel.
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sábado, 26 de junho de 2010
Mártires X teologia da prosperidade - série
Mártires X teologia da prosperidade
Mumbai, Índia
Sete estudantes ficaram gravemente feridos quando um grupo invadiu o campus da faculdade bíblica na noite de domingo em Mumbai, Índia. Os alunos estavam preparando sua refeição quando os agressores, armados com paus e barras de ferro, entraram no campus e começaram a bater neles. Os cristãos tentaram conversar com seus agressores e perguntar qual era a queixa contra eles, mas não obtiveram resposta.
Hemanti Kashyap ficou ferido quando os agressores o atingiram no estômago com uma barra de ferro. Ele afirma que o incidente deu a oportunidade de colocar em prática todas as lições que ele aprendeu na faculdade. “Através dessa situação, aprendi o que a Bíblia quer dizer quando afirma: ‘Bem-aventurados os que sofrem por Cristo’. Essa oposição foi o teste para que minha fé siga em frente, e para que eu compartilhe o evangelho. Eles atingiram meu estômago com uma barra de ferro, e me feriram, mas sou grato ao Senhor Jesus, que me guardou, para ser uma testemunha dele.”
Sunil Pattanayap relembra o momento do ataque: “Por um instante fiquei chocado, querendo saber por que aquilo estava acontecendo comigo. Então, eu compreendi que havia chegado o momento de glorificar o nome do Senhor. Foi um privilégio sofrer por Cristo, e estou feliz porque posso testificar que Deus me protegeu e me livrou da morte, para que eu pudesse proclamar sua Palavra e permanecer firme como testemunha viva, com uma grande fé.”
Três dos estudantes feridos ainda estão se recuperando no hospital. Beedram Sena teve que ser submetido a uma cirurgia devido à fratura em sua perna. Sudershan Yadavan precisou ser operado para tratar sua rótula quebrada. Sunil Reedy precisou de tratamento dentário para substituir os dentes arrancados pelos agressores. Brijeshware Nayan, que teve ferimentos em suas costas, mas não precisou ficar hospitalizado, afirmou que o ataque o ajudou a ver o valor espiritual do sofrimento. Ele diz: “Eu vim para cá para servir ao Senhor. Se eu ficar com medo dessa oposição, como poderemos aprender a crescer em fé?”.
O DIP é o Domingo da Igreja Perseguida, evento que acontece há 20 anos e foi criado pelo Irmão André, fundador da Portas Abertas. Esse dia tem o objetivo de unir as igrejas brasileiras a passar momentos voltados à lembrança dos cristãos perseguidos, já que estes enfrentam muitas dificuldades em nome de sua fé em Cristo. Por isso, convidamos você a organizar este evento e ser um representante da causa da Igreja Perseguida. Ano passado, 4.200 congregações participaram. Sua igreja participará este ano? [portasabertas.org.br]
Mumbai, Índia
Sete estudantes ficaram gravemente feridos quando um grupo invadiu o campus da faculdade bíblica na noite de domingo em Mumbai, Índia. Os alunos estavam preparando sua refeição quando os agressores, armados com paus e barras de ferro, entraram no campus e começaram a bater neles. Os cristãos tentaram conversar com seus agressores e perguntar qual era a queixa contra eles, mas não obtiveram resposta.
Hemanti Kashyap ficou ferido quando os agressores o atingiram no estômago com uma barra de ferro. Ele afirma que o incidente deu a oportunidade de colocar em prática todas as lições que ele aprendeu na faculdade. “Através dessa situação, aprendi o que a Bíblia quer dizer quando afirma: ‘Bem-aventurados os que sofrem por Cristo’. Essa oposição foi o teste para que minha fé siga em frente, e para que eu compartilhe o evangelho. Eles atingiram meu estômago com uma barra de ferro, e me feriram, mas sou grato ao Senhor Jesus, que me guardou, para ser uma testemunha dele.”
Sunil Pattanayap relembra o momento do ataque: “Por um instante fiquei chocado, querendo saber por que aquilo estava acontecendo comigo. Então, eu compreendi que havia chegado o momento de glorificar o nome do Senhor. Foi um privilégio sofrer por Cristo, e estou feliz porque posso testificar que Deus me protegeu e me livrou da morte, para que eu pudesse proclamar sua Palavra e permanecer firme como testemunha viva, com uma grande fé.”
Três dos estudantes feridos ainda estão se recuperando no hospital. Beedram Sena teve que ser submetido a uma cirurgia devido à fratura em sua perna. Sudershan Yadavan precisou ser operado para tratar sua rótula quebrada. Sunil Reedy precisou de tratamento dentário para substituir os dentes arrancados pelos agressores. Brijeshware Nayan, que teve ferimentos em suas costas, mas não precisou ficar hospitalizado, afirmou que o ataque o ajudou a ver o valor espiritual do sofrimento. Ele diz: “Eu vim para cá para servir ao Senhor. Se eu ficar com medo dessa oposição, como poderemos aprender a crescer em fé?”.
O DIP é o Domingo da Igreja Perseguida, evento que acontece há 20 anos e foi criado pelo Irmão André, fundador da Portas Abertas. Esse dia tem o objetivo de unir as igrejas brasileiras a passar momentos voltados à lembrança dos cristãos perseguidos, já que estes enfrentam muitas dificuldades em nome de sua fé em Cristo. Por isso, convidamos você a organizar este evento e ser um representante da causa da Igreja Perseguida. Ano passado, 4.200 congregações participaram. Sua igreja participará este ano? [portasabertas.org.br]
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