segunda-feira, 29 de novembro de 2010
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
FESTA dos TABERNÁCULOS 2010 - Comunidade Honório Gurgel
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quarta-feira, 24 de novembro de 2010
OLHAR E VER PESSOAS!
Por Suzana Walker
***“Desde o dia que ela foi lá em casa, Abubacar tomou banho todos os dias e até penteia o cabelo! É possível o coração mudar!”
Pobreza Urbana e Abubacar***
Faz tempo que só penso em escrever, mas nunca realmente venho no meu blog e concretizo o pensamento, mas hoje foi um dia bem interessante, então não posso deixar de escrever.
Os planos de hoje começaram na semana passada... na verdade foi bem antes disso...
Para quem já viveu em Inhaminga, o "meio do mato", onde quando não chove 70% da população passa fome, pobreza não deveria ser novidade. Mas o impacto que a pobreza urbana tem sobre meu coração atinge dimensões tão grandes que ele fica bem apertado, quase querendo sumir dentro de mim. É certo que o povo das zonas rurais trabalha duro, anda longas distâncias, passa necessidades, tem uma vida sofrida. Mas tem algo sobre "o mato" que é sempre reconfortante para mim... não sei se é a linda natureza ao redor, se é o senso de família e comunidade que ainda existe... ou talvez seja somente a ausência de montes de lixo! Acho que é isso!
Os aglomerados das cidades, o barulho, a falta de privacidade, os maus cheiros, o lixo por toda parte, a falta de segurança... sempre me fizeram querer distância delas.
Quando Deus me trouxe para Nacala, meu maior conforto era que a escola ficava 7km da cidade e no campus à beira do mar, ainda podemos ter aquele gostinho de "no meio do mato", ou fora da "civilização".
Mas a necessidade sempre nos levam prá dentro, pro centro, pra o meio daquela muvuca toda! O que fazer? Cada vez que vamos é o mesmo confronto... crianças pedindo, crianças guiando cegos pedindo, velhos pedindo, velhos cegos pedindo!
No início você não sabe o que fazer. Às vezes dá, às vezes não! Quando dá se sente mal pois sabe que não é de uma moeda que aquela pessoa precisa. Quando não dá, se sente pior pensando se aquela pessoa chegará a comer naquele dia! Não tem como acertar!
Aos poucos você descobre que se der para um, logo uma multidão te persegue, como abutres sobre uma carcaça parecem pensar: "Carne nova no pedaço, vamos aproveitar!"
Nesse ponto você já está perdendo a paciência, porque no meio dos pedintes, há sempre os ladrões e, mesmo os que não são, serão se você bobear por um segundo. Você para de dar por completo. Você descobre que se for bem estúpido com todos, nunca der nada a ninguém, aos poucos você é menos importunado, consegue fazer suas coisas com mais rapidez. Mas algo mais acontece: você deixa de enxergar pessoas, passa a ver vultos, números, obstáculos... tudo, menos pessoas.
Então um dia você acorda e descobre que mesmo que tenha chegado àquele lugar para ajudar as pessoas, seu coração já está duro como pedra e sua atitude não está ajudando ninguém.
Mas então? O que fazer?
Eu pessoalmente passei por cada uma dessas fases. Por fim entendi que tenho que estar atenta ao Espírito Santo. Não tenho obrigação de dar nada a ninguém, mas também não sou proibida. Devo ouvir aquele sussurro dentro de mim, prestar atenção para onde está apontando e acima de tudo, acima de qualquer outra coisa: OLHAR E VER PESSOAS!
Quando isso aconteceu, eu não mais via ladrões e pedintes. Eu passei a olhar profundamente e ver quem estava à minha frente. Isso mudou tudo...
Passei a ver os velhos, que realmente não tem como trabalhar. Jesus falou que os pobres sempre teríamos conosco... esses velhos são essa classe de pobres!
E passei a ver as crianças... os adolescentes! Eles estão por todas as partes da cidade. Os pequenos fazendo carinha de fome, pedindo uma moeda, querendo olhar o carro, ou limpar seu vidro com um pano sujo.
Aos poucos eles deixaram de ser apenas “crianças” para mim... passaram a ser: Abubacar, Cinaro, Sanito. Cada um com seu sorriso, sua personalidade própria, seu pedido, sua história (cheia de mentiras, na maioria das vezes).
Abubacar foi o que mais me conquistou. Ele tem mais ou menos 9 anos, é muito esperto e sempre corre quando vê meu carro. Deixei ele vigiar meu carro algumas vezes e sempre o encontrei de volta quietinho, olhando para o carro. Ele perguntava meu nome, onde eu morava, se podia ir comigo. Eu sempre esquinava e fazia as mesmas perguntas de volta para ele. Ele me falava que não tinha pai, não tinha mãe... eu sabia que não era verdade.
Aos poucos, mais do que apenas ver, eu passei a me preocupar, realmente me importar. Qual seria o futuro dele? O que ele vai se tornar, vivendo assim na rua? Um bandido, como tantos outros que já existem? As perspectivas não são boas para o lado dele... sem estudo, sem uma habilidade... sem emprego, sem dinheiro! Mesmo como bandido, a concorrência é bem grande em Nacala!
Passei a procurar por ele e levar ele comigo, onde eu fosse “para vigiar meu carro”. Nos intervalos entre uma loja e outra, eu perguntava mais coisas e tentava descobrir qualquer resposta verdadeira.
Por fim, esse ano, decidi tomar um passo a frente. Mas primeiro, calculei o custo.
Tantos precisam de ajuda... mas ainda assim, poucos realmente tomam a mão estendida e realmente a usam para o bem, para sair do lodo e mudar de vida. Mas se não começarmos com um, se não acreditarmos em ninguém... que diferença faremos?
Pesei na balança e decidi seguir em frente.
Combinei com Abubacar de visitar sua casa algum dia. Até aí, ele já tinha reconhecido ter uma mãe com quem morava. Não deu certo o dia que combinamos e, segundo ele, ele ficou toda manhã esperando e pensando: “Essa senhora não está bem, falou que vinha e não veio!” Outro dia procuramos por ele em toda cidade e nem sinal!
Sexta passada, eu ia com Rito (um dos professores) conhecer algumas escolas para ele decidir onde ia estudar no ano que vem... e encontrei Cinaro (outro menino de rua). Visitei a família dele, descobri que tem pai, mãe e 4 irmãos. O pai é bem simples e sem estudo. Vivem no mais baixo da pobreza urbana que descrevi acima... é de doer o coração.
Na mesma manhã, encontrei Abubacar na rua de novo. Ele me levou para conhecer sua casa. É vizinho de Cinaro! Sua mãe reclamou comigo que ele não se comporta, não ajuda muito em casa e sempre foge prá cidade. Às vezes traz algumas moedas para ajudar em casa, mas nunca é muito. Não toma banho. Dei-lhe uma bronca. J
Nenhum deles vai à escola (Cinaro e seus 2 irmãos com idade de estudar e Abubacar). Ninguém tem documento, nunca foram matriculados... mas a escola está a menos de um minuto andando da casa deles! Combinamos de nos encontrar na escola essa semana para irmos juntos ao registro fazer os documentos.
Chego na escola essa manhã... Abubacar vem reclamando na minha direção: “Eu fiquei a procurar... onde está essa senhora?”, mas o sorriso radiante me mostra que ele não está nem um pouco chateado. Encontro sua mãe, também pronta prá ir para o registro. A outra família é um pouco mais complicada, mas reunimos todos e lá vamos nós para o registro.
Enquanto ando nesse bairro, em meio a picadas de areia, cheeeeias de lixo, olho ao redor e penso: “No Brasil, eu estaria preocupada de entrar num bairro assim de carro. Ficaria vigiando para ver se não deparava com traficantes, ou coisa do tipo. Aqui, estou num bairro normal. Há casas grandes, feitas de cimento com telhados de chapa... isso é classe média. É verdade, há casinhas bem pequenas e ‘marfanhadas’, mas não dá medo!”
Nada dá certo no registro PORQUE NENHUM DOS PAIS TEM DOCUMENTO!!! Que situação bizarra! Mas é a realidade daqui! Lá vamos nós tentar providenciar documentos para os pais, para que os filhos possam tirar os seus e então estudar no ano que vem!Mas o que fez meu dia foi a mãe de Abubacar encorajando a mãe de Cinaro quando alguém diz que os filhos dela, mesmo que matriculados vão fugir da escola: “Desde o dia que ela foi lá em casa, Abubacar tomou banho todos os dias e até penteia o cabelo! É possível o coração mudar!”
Quero ser guiada por Seu Espírito, Senhor!
Quero vê-los como Tu vês!
Quero seguir os passos de Jesus
E amá-los com Teu amor!
Quero que eles saibam que Tu os amas,
Quero ver seus futuros transformados!
Sei que em mim não tenho poder,
Mas Tu és Aquele que transformas corações!
http://sukawalker.blogspot.com/search?updated-min=2010-01-01T00%3A00%3A00%2B02%3A00&updated-max=2011-01-01T00%3A00%3A00%2B02%3A00&max-results=12
Postado por Dani Porchat Schlabitz
***“Desde o dia que ela foi lá em casa, Abubacar tomou banho todos os dias e até penteia o cabelo! É possível o coração mudar!”
Pobreza Urbana e Abubacar***
Faz tempo que só penso em escrever, mas nunca realmente venho no meu blog e concretizo o pensamento, mas hoje foi um dia bem interessante, então não posso deixar de escrever.
Os planos de hoje começaram na semana passada... na verdade foi bem antes disso...
Para quem já viveu em Inhaminga, o "meio do mato", onde quando não chove 70% da população passa fome, pobreza não deveria ser novidade. Mas o impacto que a pobreza urbana tem sobre meu coração atinge dimensões tão grandes que ele fica bem apertado, quase querendo sumir dentro de mim. É certo que o povo das zonas rurais trabalha duro, anda longas distâncias, passa necessidades, tem uma vida sofrida. Mas tem algo sobre "o mato" que é sempre reconfortante para mim... não sei se é a linda natureza ao redor, se é o senso de família e comunidade que ainda existe... ou talvez seja somente a ausência de montes de lixo! Acho que é isso!
Os aglomerados das cidades, o barulho, a falta de privacidade, os maus cheiros, o lixo por toda parte, a falta de segurança... sempre me fizeram querer distância delas.
Quando Deus me trouxe para Nacala, meu maior conforto era que a escola ficava 7km da cidade e no campus à beira do mar, ainda podemos ter aquele gostinho de "no meio do mato", ou fora da "civilização".
Mas a necessidade sempre nos levam prá dentro, pro centro, pra o meio daquela muvuca toda! O que fazer? Cada vez que vamos é o mesmo confronto... crianças pedindo, crianças guiando cegos pedindo, velhos pedindo, velhos cegos pedindo!
No início você não sabe o que fazer. Às vezes dá, às vezes não! Quando dá se sente mal pois sabe que não é de uma moeda que aquela pessoa precisa. Quando não dá, se sente pior pensando se aquela pessoa chegará a comer naquele dia! Não tem como acertar!
Aos poucos você descobre que se der para um, logo uma multidão te persegue, como abutres sobre uma carcaça parecem pensar: "Carne nova no pedaço, vamos aproveitar!"
Nesse ponto você já está perdendo a paciência, porque no meio dos pedintes, há sempre os ladrões e, mesmo os que não são, serão se você bobear por um segundo. Você para de dar por completo. Você descobre que se for bem estúpido com todos, nunca der nada a ninguém, aos poucos você é menos importunado, consegue fazer suas coisas com mais rapidez. Mas algo mais acontece: você deixa de enxergar pessoas, passa a ver vultos, números, obstáculos... tudo, menos pessoas.
Então um dia você acorda e descobre que mesmo que tenha chegado àquele lugar para ajudar as pessoas, seu coração já está duro como pedra e sua atitude não está ajudando ninguém.
Mas então? O que fazer?
Eu pessoalmente passei por cada uma dessas fases. Por fim entendi que tenho que estar atenta ao Espírito Santo. Não tenho obrigação de dar nada a ninguém, mas também não sou proibida. Devo ouvir aquele sussurro dentro de mim, prestar atenção para onde está apontando e acima de tudo, acima de qualquer outra coisa: OLHAR E VER PESSOAS!
Quando isso aconteceu, eu não mais via ladrões e pedintes. Eu passei a olhar profundamente e ver quem estava à minha frente. Isso mudou tudo...
Passei a ver os velhos, que realmente não tem como trabalhar. Jesus falou que os pobres sempre teríamos conosco... esses velhos são essa classe de pobres!
E passei a ver as crianças... os adolescentes! Eles estão por todas as partes da cidade. Os pequenos fazendo carinha de fome, pedindo uma moeda, querendo olhar o carro, ou limpar seu vidro com um pano sujo.
Aos poucos eles deixaram de ser apenas “crianças” para mim... passaram a ser: Abubacar, Cinaro, Sanito. Cada um com seu sorriso, sua personalidade própria, seu pedido, sua história (cheia de mentiras, na maioria das vezes).
Abubacar foi o que mais me conquistou. Ele tem mais ou menos 9 anos, é muito esperto e sempre corre quando vê meu carro. Deixei ele vigiar meu carro algumas vezes e sempre o encontrei de volta quietinho, olhando para o carro. Ele perguntava meu nome, onde eu morava, se podia ir comigo. Eu sempre esquinava e fazia as mesmas perguntas de volta para ele. Ele me falava que não tinha pai, não tinha mãe... eu sabia que não era verdade.
Aos poucos, mais do que apenas ver, eu passei a me preocupar, realmente me importar. Qual seria o futuro dele? O que ele vai se tornar, vivendo assim na rua? Um bandido, como tantos outros que já existem? As perspectivas não são boas para o lado dele... sem estudo, sem uma habilidade... sem emprego, sem dinheiro! Mesmo como bandido, a concorrência é bem grande em Nacala!
Passei a procurar por ele e levar ele comigo, onde eu fosse “para vigiar meu carro”. Nos intervalos entre uma loja e outra, eu perguntava mais coisas e tentava descobrir qualquer resposta verdadeira.
Por fim, esse ano, decidi tomar um passo a frente. Mas primeiro, calculei o custo.
Tantos precisam de ajuda... mas ainda assim, poucos realmente tomam a mão estendida e realmente a usam para o bem, para sair do lodo e mudar de vida. Mas se não começarmos com um, se não acreditarmos em ninguém... que diferença faremos?
Pesei na balança e decidi seguir em frente.
Combinei com Abubacar de visitar sua casa algum dia. Até aí, ele já tinha reconhecido ter uma mãe com quem morava. Não deu certo o dia que combinamos e, segundo ele, ele ficou toda manhã esperando e pensando: “Essa senhora não está bem, falou que vinha e não veio!” Outro dia procuramos por ele em toda cidade e nem sinal!
Sexta passada, eu ia com Rito (um dos professores) conhecer algumas escolas para ele decidir onde ia estudar no ano que vem... e encontrei Cinaro (outro menino de rua). Visitei a família dele, descobri que tem pai, mãe e 4 irmãos. O pai é bem simples e sem estudo. Vivem no mais baixo da pobreza urbana que descrevi acima... é de doer o coração.
Na mesma manhã, encontrei Abubacar na rua de novo. Ele me levou para conhecer sua casa. É vizinho de Cinaro! Sua mãe reclamou comigo que ele não se comporta, não ajuda muito em casa e sempre foge prá cidade. Às vezes traz algumas moedas para ajudar em casa, mas nunca é muito. Não toma banho. Dei-lhe uma bronca. J
Nenhum deles vai à escola (Cinaro e seus 2 irmãos com idade de estudar e Abubacar). Ninguém tem documento, nunca foram matriculados... mas a escola está a menos de um minuto andando da casa deles! Combinamos de nos encontrar na escola essa semana para irmos juntos ao registro fazer os documentos.
Chego na escola essa manhã... Abubacar vem reclamando na minha direção: “Eu fiquei a procurar... onde está essa senhora?”, mas o sorriso radiante me mostra que ele não está nem um pouco chateado. Encontro sua mãe, também pronta prá ir para o registro. A outra família é um pouco mais complicada, mas reunimos todos e lá vamos nós para o registro.
Enquanto ando nesse bairro, em meio a picadas de areia, cheeeeias de lixo, olho ao redor e penso: “No Brasil, eu estaria preocupada de entrar num bairro assim de carro. Ficaria vigiando para ver se não deparava com traficantes, ou coisa do tipo. Aqui, estou num bairro normal. Há casas grandes, feitas de cimento com telhados de chapa... isso é classe média. É verdade, há casinhas bem pequenas e ‘marfanhadas’, mas não dá medo!”
Nada dá certo no registro PORQUE NENHUM DOS PAIS TEM DOCUMENTO!!! Que situação bizarra! Mas é a realidade daqui! Lá vamos nós tentar providenciar documentos para os pais, para que os filhos possam tirar os seus e então estudar no ano que vem!Mas o que fez meu dia foi a mãe de Abubacar encorajando a mãe de Cinaro quando alguém diz que os filhos dela, mesmo que matriculados vão fugir da escola: “Desde o dia que ela foi lá em casa, Abubacar tomou banho todos os dias e até penteia o cabelo! É possível o coração mudar!”
Quero ser guiada por Seu Espírito, Senhor!
Quero vê-los como Tu vês!
Quero seguir os passos de Jesus
E amá-los com Teu amor!
Quero que eles saibam que Tu os amas,
Quero ver seus futuros transformados!
Sei que em mim não tenho poder,
Mas Tu és Aquele que transformas corações!
http://sukawalker.blogspot.com/search?updated-min=2010-01-01T00%3A00%3A00%2B02%3A00&updated-max=2011-01-01T00%3A00%3A00%2B02%3A00&max-results=12
Postado por Dani Porchat Schlabitz
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Divórcio e recasamento: pecados imperdoáveis pelo Espírito Santo?
**** Maninhos queridos, vcs não precisam concordar com tudo que é postado no Blog****
Vivenciar o divórcio pode ser uma das experiências mais estressantes e dilacerantes da vida das pessoas. Vivenciá-lo dentro da igreja, no entanto, pode ser ainda pior.
Isso porque muitos cristãos sinceros, infelizmente ainda não obtiveram o conhecimento bíblico correto sobre o assunto e, por causa disso, são reticentes na sua relação com irmãos divorciados.
Esse post tem como objetivo lançar alguma luz sobre a questão. Primeiramente, é preciso que nos lembremos de que “… a lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo” (Jo. 1.17).
A primeira pergunta que devemos nos fazer, portanto, é se os que vivem tragédias matrimoniais como o divórcio, por exemplo, também são dignos dessa “graça” e dessa “verdade” trazidas por Jesus. Creio que uma consciência cristã experiente tem a resposta certa para ela.
Um outro ponto importante é dizer que a Bíblia fala apenas de um divórcio, no texto de Jeremias 3:8, que diz o seguinte: “E vi que, por causa de tudo isto, por ter cometido adultério a rebelde Israel, a despedi, e lhe dei a sua carta de divórcio, que a aleivosa Judá, sua irmã, não temeu; mas se foi e também ela mesma se prostituiu”.
Nesse texto, Deus está advertindo a Judá de que está procurando problemas. Ele, então, instruiu a Jeremias para que alertasse a Judá de que ela havia sido testemunha da infidelidade de sua irmã Israel, e que Ele a havia mandado embora e lhe dado carta de divórcio. Assim mesmo, Judá não se arrependeu (Jr. 3.6-8).
POR QUE A FALTA DE COMPREENSÃO SOBRE O DIVÓRCIO?
Quando Jesus foi questionado pelos fariseus, no evangelho segundo Marcos, “se é lícito ao marido repudiar sua mulher” ele respondeu, fazendo outra pergunta: “Que vos ordenou Moisés?”
A resposta deles foi: “Moisés permitiu lavrar carta de divórcio e repudiar” (Mc. 10.2-4).
Essa resposta dada pelos fariseus se refere à lei à qual o historiador Josefo, que viveu um pouco depois da época de Jesus, chama de “a lei dos judeus”, e se encontra em Deuteronômio 24.1-4.
Esta é a lei de que trata Deuteronômio: “Se um homem tomar uma mulher e se casar com ela, e se ela não for agradável a seus olhos, por ter ele achado coisa indecente nela, e se ele lhe lavrar um termo de divórcio, e lho der na mão, e a despedir de casa; e se ela, saindo da sua casa, for e se casar com outro homem…” (Dt. 24.1-2).
Isso estava vigente na época de Jesus, mas a situação em que os homens judeus viviam era bem diferente, pois eles, na realidade, não a praticavam, e tomavam outras esposas, sem se incomodar em pensar em divórcio.
Ora se não se divorciava, o que fazia, então, um homem daquela época com a primeira esposa, quando tomava outra? Simplesmente, punha-a de lado, não lhe dando documento algum. Assim, caso se arrependesse, tinha a esposa anterior sempre à sua disposição! Isso era uma crueldade para com as mulheres, contra a qual Jesus se insurgiu.
A palavra hebraica, usada no Antigo Testamento, para descrever esse “pôr de lado” ao qual nos referimos é shalach, diferente da palavra que significa divórcio (como utilizada em Jeremias 3.8) que é keriythuwth que, literalmente significa excisão ou corte do vínculo matrimonial.
Ora, shalach normalmente é traduzido por “repudiar”. Então, as mulheres que eram “colocadas de lado” por seus maridos, sem carta de divórcio como mandava a lei, eram “repudiadas” e era contra essa espécie de repúdio que Jesus se opôs.
Quando, em Lucas 16.18 ele diz: “Quem repudiar sua mulher e casar com outra comete adultério; e quem casa com a mulher repudiada pelo marido também comete adultério”, ele está se revoltando contra uma prática cruel e injusta, porém não está se referindo ao divórcio.
Na verdade, no Novo Testamento, a palavra grega utilizada para “repúdio” vem do verbo apoluo, e é equivalente à palavra hebraica shalach (“deixar” ou “repudiar”). Já a palavra hebraica utilizada para “divórcio” é keriythuwth, cujo equivalente no grego (língua na qual foi escrito o Novo Testamento) é apostasion.
Resumindo, para ficar mais claro: shalach, no hebraico, corresponde a apoluo, no grego e significa “repúdio”, em português. Keriythuwth, no hebraico, corresponde à palavra grega apostasion e significa “divórcio”, de fato, em português. A não compreensão dessa diferença é que provoca tanta confusão e tanta incompreensão em nossos dias!
QUE PALAVRAS JESUS SE UTILIZOU PARA TRATAR DO ASSUNTO?
As passagens bíblicas nas quais Jesus tratou deste assunto incluem Lucas 16.17-18; Mateus 19.9, Marcos 10.10-12 e Mateus 5.32. Nessas passagens, Jesus utilizou onze vezes a palavra apoluo, em uma de suas formas e, em todas essas ocasiões, o que ele proibiu foi o apoluo, ou seja, o repúdio. Ele jamais proibiu apostasion, a carta de divórcio exigida pela lei judaica!
Isto posto, devemos traduzir a palavra grega apoluo por divórcio? A tradução Revista e Corrigida de Almeida, que é a mais antiga em língua portuguesa sempre usou “deixar” e “repudiar”. Do mesmo modo, emprega essas mesmas palavras a Revista e Atualizada.
E Por Que As Pessoas Passaram a Ler Diferente?
Essa é uma pergunta sobre a qual vale a pena discorrer um pouco, pois, no meio evangélico, principalmente, começou-se a ler: “aquele que divorciar sua mulher” nas passagens em que Jesus, com muita clareza, disse: “aquele que repudiar ou abandonar sua mulher”!
Ao que tudo indica, esse equívoco começou em 1611, quando a rei Tiago encomendou a versão mais antiga e, hoje em dia, mais popular da língua inglesa (a chamada King James Version). Nessa edição ocorreu um problema: em uma das onze vezes que Jesus usou o termo, os tradutores escreveram “divorciada”, ao invés de “abandonada” ou “repudiada”.
Isso aconteceu em Mateus 5.32, onde eles colocaram: “E aquele que se casar com a divorciada comete adultério”, embora a palavra grega não seja apostasion, mas uma forma de apoluo – situação que não inclui carta de divórcio para a mulher, pois ela, tecnicamente permaneceria casada.
A versão Standard Americana corrigiu o erro em 1901, mas nunca chegou a ser tão popular como a King James Version. Na verdade, tudo o que foi impresso depois (incluindo os léxicos gregos e americanos) foi influenciado por essa ocorrência. De onde resulta o fato incontestável de que a tradição nos ensinou a ter em mente “divórcio”, mesmo quando lemos “repúdio”.
(nota “estrangeira”: Entrei no Biblia On Line e copiei as versões de Mt 5.32:
but I say unto you, that every one that putteth away his wife, saving for the cause of fornication, maketh her an adulteress: and whosoever shall marry her when she is put away committeth adultery (American Standard Version).
But I say unto you, That whosoever shall put away his wife, saving for the cause of fornication, causeth her to commit adultery: and whosoever shall marry her that is divorced committeth adultery (King James).
Também entrei no Biblia On Line Net e abaixo está a versão em grego transliterado:
egô de legô umin oti a=pas tsb=os a=o tsb=an a=apoluôn tsb=apolusê tên gunaika autou parektos logou porneias poiei autên a=moicheuthênai tsb=moichasthai kai os ean apolelumenên gamêsê moichatai)
CONCLUSÃO
Tudo o que tivemos a oportunidade de examinar, através deste post, não pode e nem teve a pretensão de defender a prática do divórcio. Biblicamente falando, todos sabemos que o matrimônio foi planejado para durar a vida toda.
Portanto o divórcio é um privilégio, no sentido de servir como um corretivo apenas para situações intoleráveis. Mesmo assim, não deixa de ser uma tragédia: sentimento de culpa, perda da auto-estima, um agudo senso de ter falhado, solidão, rejeição, críticas dos familiares e dos irmãos em Cristo, problemas na educação dos filhos e uma série de outras graves conseqüências são os resultados concretos que afligem os divorciados.
No entanto, a graça de Cristo é abundante para eles também. Jesus sempre se identificou com os que sofrem e com os que, reconhecendo o seu pecado, confessam-no e o deixam. A igreja foi planejada para ser uma comunidade terapêutica, que cura as feridas; não que as fazem doer mais.
Portanto, nosso desejo sincero é que deixemos de ser juízes, pois não foi para isso que Cristo nos chamou. E que tenhamos mais amor, mais compreensão e mais empatia por esses nossos queridos irmãos divorciados. Por eles também Jesus derramou seu precioso sangue purificador!
Tony Ayres
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BIBLIOGRAFIA:
Este artigo está baseado no apêndice O divórcio, a lei e Jesus, incluso in:
CARVALHO, Esly Regina, Quando o vínculo se rompe, ed. Ultimato, 2001
(nota “estrangeira”: O texto O divórcio, a lei e Jesus pode ser lido clicando aqui - altamente recomendável)
Todos estamos muito acostumados com a versão “oficial” cristã sobre divórcio e recasamento: NÃO PODE, divórcio talvez e olha lá, só em caso de adultério. É claro que nenhum cristão se casa para se separar anos depois, aliás nem os não-cristãos fazem isso. Os homens nem tanto, mas nós, mulheres, desde pequenas somos influenciadas pelas histórias infantis de que seremos buscadas por um príncipe encantado, com o qual seremos felizes para sempre. Não sei as crianças de hoje em dia, mas até minha geração era assim.
O fato é que não somos príncipes ou princesas, somos homens e mulheres falhos e que muitas vezes tomam atitudes erradas, que pecam e são carentes da misericórdia e do perdão de Deus. Deus perdoa, tem misericórdia, tem amor infinito por nós apesar de pecarmos contra Ele todos os dias. Mas e a Igreja?
É muito fácil jogar pedras quando não somos nós que estamos no meio da arena. No caso em que Jesus salvou uma mulher adúltera da morte por apedrejamento com Sua Palavra, é interessante notar que só a mulher estava sendo condenada. Ora, onde estava o homem com o qual foi cometido o adultério?
Infelizmente repetimos isso atualmente, em pleno século XXI. Temos computadores ultra-avançados, fomos à Lua, podemos conversar em tempo real com uma pessoa do outro lado do mundo, mas as mulheres continuam vítimas, embora agora tenham que trabalhar dentro e fora de casa, numa jornada incansável. Hoje, uma cristã que apanha do marido em muitas denominações está condenada a morrer apanhando, afinal tem que “fé em Deus” que um dia Ele consertará seu marido. Faça o sacrifício, morra, mas não cometa o ato “imperdoável” para a igreja que é o divórcio.
O importante é aparentar santidade, não ser santo. O importante é desfilar com a família no culto do domingo, dando glórias a Deus, e no resto da semana encher a mulher de sopapos e sair com outras, mas no domingo levar a “oficial” no templo! No mundinho gospel, a santidade que importa é a “aparência”: a mulher de César não precisa ser honesta, tem apenas que parecer (livre adaptação minha).
Não sou favorável ao divórcio. Ninguém merece passar os anos de sofrimento que essa atitude causa. Todo o pecado é perdoado, mas traz consequências. A consequência do divórcio é o gigantesco sofrimento em que todas as partes se envolvem, inclusive os filhos caso esses existam. Além do quase infinito sofrimento causado pela dissolução de um sonho que nasceu para ser eterno, ainda há a marca que a “igreja” coloca sobre os envolvidos. Os nazistas tatuavam um número nos corpos dos judeus; a “igreja” tatua a alcunha de “divorciado”, “vivendo em pecado”, “vivendo em adultério”, mesmo já havendo, lá nos céus, o perdão divino. Jesus disse à samaritana que tinha tido 6 maridos: você nunca teve marido. A história já começa com Jesus falando com uma samaritana, e os judeus não podiam falar com os de Samaria; depois vem Jesus e diz que a samaritana nunca teve marido, mesmo ela estando vivendo com o 6o. Em outras palavras, Jesus lhe disse que, para Deus, é como se ela nunca tivesse sido casada, provavelmente porque até esse último fosse uma relação apenas de “aparência” – ver Jo 4.
É interessante que Jesus falava com mulheres em adultério, mas não há relatos de ter falado as mesmas coisas para homens na mesma situação. Seria isso mais uma evidência do cuidado de Deus para com aquelas que uma cultura profundamente machista colocavam em eterna posição de pecado e de condenação?
Não sou favorável ao divórcio. Não me casei para me separar daqui a alguns anos. Pretendo lutar com unhas e dentes para a manutenção do meu casamento, dos laços de amor e de respeito. Porém, não posso simplesmente jogar pedras nas pessoas que infelizmente não conseguiram suportar situações que desconhecemos. Sirvo a um Deus vivo, que nos perdoa quando nos arrependemos, e se Ele dá o perdão, quem sou eu para não perdoar? Além do mais há aquela exortação: perdoa para ser perdoado.
Como Igreja, ao invés de rotular e defenestrar quem passou por essa triste experiência, da qual já colhe por si só os frutos amargos através do grande sofrimento envolvido, devemos acolher essas pessoas e reintegrá-las nos templos. Como cristãos devemos amar, não relegar as pessoas à uma segunda classe.
Sou casada com um pastor que sofreu um divórcio. Casou-se e o casamento não durou 7 meses. Terminou após muitas brigas, quando ele saiu de casa pois sabia que poderia partir para a agressão física. Foi para a casa de sua mãe no interior, quando voltou não havia mais casa, tudo o que haviam comprado fora vendido a preço de banana aos “irmãos” da igreja onde congregavam. Ficou com todas as dívidas, pois os bens foram comprados à prestação, num montante de cerca de R$ 10.000,00. Ficou sem casa, sem carro, só com suas roupas, e teve de recomeçar do zero. Nunca foi atrás do divórcio, faltou a todas as audiências, sua ex-esposa que entrou com os processos de separação e divórcio. Um dia chega-lhe a notícia de que estava divorciado, e 4 anos depois nos casamos.
Esse foi um grande vale de lágrimas para o meu esposo. Sozinho em São Paulo, uma grande metrópole, traído pela denominação em que congregava (quando o assunto é dinheiro, comprar coisas novas baratinho, não há fé que resista), sem a mulher com a qual fez muitos sonhos, com o nome restrito por conta das dívidas de coisas que ele não tinha mais em mãos, mesmo assim lutou, trabalhou muito e conseguiu pagar as contas. É um homem de Deus que fala com autoridade, embora desconhecido, mas tem uma mácula imperdoável para muitos: o ter se divorciado e se casado novamente. Talvez deveria ter mandado matar a ex-esposa, aí ficaria viúvo e depois se arrependeria e seria aceito pelo “mundinho gospel”. Como ele não ousou consertar um pecado com outro ainda
maior, ficaremos para sempre com essa mácula que só os homens enxergam, pois Deus já nos purificou com o Sangue de Jesus há muito.
Não recomendo o divórcio para ninguém. Não é essa a vontade de Deus. Deus nos fez para sermos uma só carne e um só sangue, por isso devemos pensar bem antes de nos casarmos, para evitar sofrimentos futuros. Não há casamento perfeito, por isso devemos semear o amor e o respeito todos os dias, perdoando-nos em todo o tempo. Porém, se alguém infelizmente passou por isso, saiba que a Graça de Deus pode tanto reconstruir um casamento falido, como reconstruir vidas.
Onde abundou o pecado, superabundou a Graça. Que um dia a Igreja aprenda e entenda isso, em nome de Jesus.
http://estrangeira.wordpress.com/2009/09/26/divorcio-e-recasamento-pecados-imperdoaveis-pelo-espirito-santo/
Vivenciar o divórcio pode ser uma das experiências mais estressantes e dilacerantes da vida das pessoas. Vivenciá-lo dentro da igreja, no entanto, pode ser ainda pior.
Isso porque muitos cristãos sinceros, infelizmente ainda não obtiveram o conhecimento bíblico correto sobre o assunto e, por causa disso, são reticentes na sua relação com irmãos divorciados.
Esse post tem como objetivo lançar alguma luz sobre a questão. Primeiramente, é preciso que nos lembremos de que “… a lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo” (Jo. 1.17).
A primeira pergunta que devemos nos fazer, portanto, é se os que vivem tragédias matrimoniais como o divórcio, por exemplo, também são dignos dessa “graça” e dessa “verdade” trazidas por Jesus. Creio que uma consciência cristã experiente tem a resposta certa para ela.
Um outro ponto importante é dizer que a Bíblia fala apenas de um divórcio, no texto de Jeremias 3:8, que diz o seguinte: “E vi que, por causa de tudo isto, por ter cometido adultério a rebelde Israel, a despedi, e lhe dei a sua carta de divórcio, que a aleivosa Judá, sua irmã, não temeu; mas se foi e também ela mesma se prostituiu”.
Nesse texto, Deus está advertindo a Judá de que está procurando problemas. Ele, então, instruiu a Jeremias para que alertasse a Judá de que ela havia sido testemunha da infidelidade de sua irmã Israel, e que Ele a havia mandado embora e lhe dado carta de divórcio. Assim mesmo, Judá não se arrependeu (Jr. 3.6-8).
POR QUE A FALTA DE COMPREENSÃO SOBRE O DIVÓRCIO?
Quando Jesus foi questionado pelos fariseus, no evangelho segundo Marcos, “se é lícito ao marido repudiar sua mulher” ele respondeu, fazendo outra pergunta: “Que vos ordenou Moisés?”
A resposta deles foi: “Moisés permitiu lavrar carta de divórcio e repudiar” (Mc. 10.2-4).
Essa resposta dada pelos fariseus se refere à lei à qual o historiador Josefo, que viveu um pouco depois da época de Jesus, chama de “a lei dos judeus”, e se encontra em Deuteronômio 24.1-4.
Esta é a lei de que trata Deuteronômio: “Se um homem tomar uma mulher e se casar com ela, e se ela não for agradável a seus olhos, por ter ele achado coisa indecente nela, e se ele lhe lavrar um termo de divórcio, e lho der na mão, e a despedir de casa; e se ela, saindo da sua casa, for e se casar com outro homem…” (Dt. 24.1-2).
Isso estava vigente na época de Jesus, mas a situação em que os homens judeus viviam era bem diferente, pois eles, na realidade, não a praticavam, e tomavam outras esposas, sem se incomodar em pensar em divórcio.
Ora se não se divorciava, o que fazia, então, um homem daquela época com a primeira esposa, quando tomava outra? Simplesmente, punha-a de lado, não lhe dando documento algum. Assim, caso se arrependesse, tinha a esposa anterior sempre à sua disposição! Isso era uma crueldade para com as mulheres, contra a qual Jesus se insurgiu.
A palavra hebraica, usada no Antigo Testamento, para descrever esse “pôr de lado” ao qual nos referimos é shalach, diferente da palavra que significa divórcio (como utilizada em Jeremias 3.8) que é keriythuwth que, literalmente significa excisão ou corte do vínculo matrimonial.
Ora, shalach normalmente é traduzido por “repudiar”. Então, as mulheres que eram “colocadas de lado” por seus maridos, sem carta de divórcio como mandava a lei, eram “repudiadas” e era contra essa espécie de repúdio que Jesus se opôs.
Quando, em Lucas 16.18 ele diz: “Quem repudiar sua mulher e casar com outra comete adultério; e quem casa com a mulher repudiada pelo marido também comete adultério”, ele está se revoltando contra uma prática cruel e injusta, porém não está se referindo ao divórcio.
Na verdade, no Novo Testamento, a palavra grega utilizada para “repúdio” vem do verbo apoluo, e é equivalente à palavra hebraica shalach (“deixar” ou “repudiar”). Já a palavra hebraica utilizada para “divórcio” é keriythuwth, cujo equivalente no grego (língua na qual foi escrito o Novo Testamento) é apostasion.
Resumindo, para ficar mais claro: shalach, no hebraico, corresponde a apoluo, no grego e significa “repúdio”, em português. Keriythuwth, no hebraico, corresponde à palavra grega apostasion e significa “divórcio”, de fato, em português. A não compreensão dessa diferença é que provoca tanta confusão e tanta incompreensão em nossos dias!
QUE PALAVRAS JESUS SE UTILIZOU PARA TRATAR DO ASSUNTO?
As passagens bíblicas nas quais Jesus tratou deste assunto incluem Lucas 16.17-18; Mateus 19.9, Marcos 10.10-12 e Mateus 5.32. Nessas passagens, Jesus utilizou onze vezes a palavra apoluo, em uma de suas formas e, em todas essas ocasiões, o que ele proibiu foi o apoluo, ou seja, o repúdio. Ele jamais proibiu apostasion, a carta de divórcio exigida pela lei judaica!
Isto posto, devemos traduzir a palavra grega apoluo por divórcio? A tradução Revista e Corrigida de Almeida, que é a mais antiga em língua portuguesa sempre usou “deixar” e “repudiar”. Do mesmo modo, emprega essas mesmas palavras a Revista e Atualizada.
E Por Que As Pessoas Passaram a Ler Diferente?
Essa é uma pergunta sobre a qual vale a pena discorrer um pouco, pois, no meio evangélico, principalmente, começou-se a ler: “aquele que divorciar sua mulher” nas passagens em que Jesus, com muita clareza, disse: “aquele que repudiar ou abandonar sua mulher”!
Ao que tudo indica, esse equívoco começou em 1611, quando a rei Tiago encomendou a versão mais antiga e, hoje em dia, mais popular da língua inglesa (a chamada King James Version). Nessa edição ocorreu um problema: em uma das onze vezes que Jesus usou o termo, os tradutores escreveram “divorciada”, ao invés de “abandonada” ou “repudiada”.
Isso aconteceu em Mateus 5.32, onde eles colocaram: “E aquele que se casar com a divorciada comete adultério”, embora a palavra grega não seja apostasion, mas uma forma de apoluo – situação que não inclui carta de divórcio para a mulher, pois ela, tecnicamente permaneceria casada.
A versão Standard Americana corrigiu o erro em 1901, mas nunca chegou a ser tão popular como a King James Version. Na verdade, tudo o que foi impresso depois (incluindo os léxicos gregos e americanos) foi influenciado por essa ocorrência. De onde resulta o fato incontestável de que a tradição nos ensinou a ter em mente “divórcio”, mesmo quando lemos “repúdio”.
(nota “estrangeira”: Entrei no Biblia On Line e copiei as versões de Mt 5.32:
but I say unto you, that every one that putteth away his wife, saving for the cause of fornication, maketh her an adulteress: and whosoever shall marry her when she is put away committeth adultery (American Standard Version).
But I say unto you, That whosoever shall put away his wife, saving for the cause of fornication, causeth her to commit adultery: and whosoever shall marry her that is divorced committeth adultery (King James).
Também entrei no Biblia On Line Net e abaixo está a versão em grego transliterado:
egô de legô umin oti a=pas tsb=os a=o tsb=an a=apoluôn tsb=apolusê tên gunaika autou parektos logou porneias poiei autên a=moicheuthênai tsb=moichasthai kai os ean apolelumenên gamêsê moichatai)
CONCLUSÃO
Tudo o que tivemos a oportunidade de examinar, através deste post, não pode e nem teve a pretensão de defender a prática do divórcio. Biblicamente falando, todos sabemos que o matrimônio foi planejado para durar a vida toda.
Portanto o divórcio é um privilégio, no sentido de servir como um corretivo apenas para situações intoleráveis. Mesmo assim, não deixa de ser uma tragédia: sentimento de culpa, perda da auto-estima, um agudo senso de ter falhado, solidão, rejeição, críticas dos familiares e dos irmãos em Cristo, problemas na educação dos filhos e uma série de outras graves conseqüências são os resultados concretos que afligem os divorciados.
No entanto, a graça de Cristo é abundante para eles também. Jesus sempre se identificou com os que sofrem e com os que, reconhecendo o seu pecado, confessam-no e o deixam. A igreja foi planejada para ser uma comunidade terapêutica, que cura as feridas; não que as fazem doer mais.
Portanto, nosso desejo sincero é que deixemos de ser juízes, pois não foi para isso que Cristo nos chamou. E que tenhamos mais amor, mais compreensão e mais empatia por esses nossos queridos irmãos divorciados. Por eles também Jesus derramou seu precioso sangue purificador!
Tony Ayres
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BIBLIOGRAFIA:
Este artigo está baseado no apêndice O divórcio, a lei e Jesus, incluso in:
CARVALHO, Esly Regina, Quando o vínculo se rompe, ed. Ultimato, 2001
(nota “estrangeira”: O texto O divórcio, a lei e Jesus pode ser lido clicando aqui - altamente recomendável)
Todos estamos muito acostumados com a versão “oficial” cristã sobre divórcio e recasamento: NÃO PODE, divórcio talvez e olha lá, só em caso de adultério. É claro que nenhum cristão se casa para se separar anos depois, aliás nem os não-cristãos fazem isso. Os homens nem tanto, mas nós, mulheres, desde pequenas somos influenciadas pelas histórias infantis de que seremos buscadas por um príncipe encantado, com o qual seremos felizes para sempre. Não sei as crianças de hoje em dia, mas até minha geração era assim.
O fato é que não somos príncipes ou princesas, somos homens e mulheres falhos e que muitas vezes tomam atitudes erradas, que pecam e são carentes da misericórdia e do perdão de Deus. Deus perdoa, tem misericórdia, tem amor infinito por nós apesar de pecarmos contra Ele todos os dias. Mas e a Igreja?
É muito fácil jogar pedras quando não somos nós que estamos no meio da arena. No caso em que Jesus salvou uma mulher adúltera da morte por apedrejamento com Sua Palavra, é interessante notar que só a mulher estava sendo condenada. Ora, onde estava o homem com o qual foi cometido o adultério?
Infelizmente repetimos isso atualmente, em pleno século XXI. Temos computadores ultra-avançados, fomos à Lua, podemos conversar em tempo real com uma pessoa do outro lado do mundo, mas as mulheres continuam vítimas, embora agora tenham que trabalhar dentro e fora de casa, numa jornada incansável. Hoje, uma cristã que apanha do marido em muitas denominações está condenada a morrer apanhando, afinal tem que “fé em Deus” que um dia Ele consertará seu marido. Faça o sacrifício, morra, mas não cometa o ato “imperdoável” para a igreja que é o divórcio.
O importante é aparentar santidade, não ser santo. O importante é desfilar com a família no culto do domingo, dando glórias a Deus, e no resto da semana encher a mulher de sopapos e sair com outras, mas no domingo levar a “oficial” no templo! No mundinho gospel, a santidade que importa é a “aparência”: a mulher de César não precisa ser honesta, tem apenas que parecer (livre adaptação minha).
Não sou favorável ao divórcio. Ninguém merece passar os anos de sofrimento que essa atitude causa. Todo o pecado é perdoado, mas traz consequências. A consequência do divórcio é o gigantesco sofrimento em que todas as partes se envolvem, inclusive os filhos caso esses existam. Além do quase infinito sofrimento causado pela dissolução de um sonho que nasceu para ser eterno, ainda há a marca que a “igreja” coloca sobre os envolvidos. Os nazistas tatuavam um número nos corpos dos judeus; a “igreja” tatua a alcunha de “divorciado”, “vivendo em pecado”, “vivendo em adultério”, mesmo já havendo, lá nos céus, o perdão divino. Jesus disse à samaritana que tinha tido 6 maridos: você nunca teve marido. A história já começa com Jesus falando com uma samaritana, e os judeus não podiam falar com os de Samaria; depois vem Jesus e diz que a samaritana nunca teve marido, mesmo ela estando vivendo com o 6o. Em outras palavras, Jesus lhe disse que, para Deus, é como se ela nunca tivesse sido casada, provavelmente porque até esse último fosse uma relação apenas de “aparência” – ver Jo 4.
É interessante que Jesus falava com mulheres em adultério, mas não há relatos de ter falado as mesmas coisas para homens na mesma situação. Seria isso mais uma evidência do cuidado de Deus para com aquelas que uma cultura profundamente machista colocavam em eterna posição de pecado e de condenação?
Não sou favorável ao divórcio. Não me casei para me separar daqui a alguns anos. Pretendo lutar com unhas e dentes para a manutenção do meu casamento, dos laços de amor e de respeito. Porém, não posso simplesmente jogar pedras nas pessoas que infelizmente não conseguiram suportar situações que desconhecemos. Sirvo a um Deus vivo, que nos perdoa quando nos arrependemos, e se Ele dá o perdão, quem sou eu para não perdoar? Além do mais há aquela exortação: perdoa para ser perdoado.
Como Igreja, ao invés de rotular e defenestrar quem passou por essa triste experiência, da qual já colhe por si só os frutos amargos através do grande sofrimento envolvido, devemos acolher essas pessoas e reintegrá-las nos templos. Como cristãos devemos amar, não relegar as pessoas à uma segunda classe.
Sou casada com um pastor que sofreu um divórcio. Casou-se e o casamento não durou 7 meses. Terminou após muitas brigas, quando ele saiu de casa pois sabia que poderia partir para a agressão física. Foi para a casa de sua mãe no interior, quando voltou não havia mais casa, tudo o que haviam comprado fora vendido a preço de banana aos “irmãos” da igreja onde congregavam. Ficou com todas as dívidas, pois os bens foram comprados à prestação, num montante de cerca de R$ 10.000,00. Ficou sem casa, sem carro, só com suas roupas, e teve de recomeçar do zero. Nunca foi atrás do divórcio, faltou a todas as audiências, sua ex-esposa que entrou com os processos de separação e divórcio. Um dia chega-lhe a notícia de que estava divorciado, e 4 anos depois nos casamos.
Esse foi um grande vale de lágrimas para o meu esposo. Sozinho em São Paulo, uma grande metrópole, traído pela denominação em que congregava (quando o assunto é dinheiro, comprar coisas novas baratinho, não há fé que resista), sem a mulher com a qual fez muitos sonhos, com o nome restrito por conta das dívidas de coisas que ele não tinha mais em mãos, mesmo assim lutou, trabalhou muito e conseguiu pagar as contas. É um homem de Deus que fala com autoridade, embora desconhecido, mas tem uma mácula imperdoável para muitos: o ter se divorciado e se casado novamente. Talvez deveria ter mandado matar a ex-esposa, aí ficaria viúvo e depois se arrependeria e seria aceito pelo “mundinho gospel”. Como ele não ousou consertar um pecado com outro ainda
maior, ficaremos para sempre com essa mácula que só os homens enxergam, pois Deus já nos purificou com o Sangue de Jesus há muito.
Não recomendo o divórcio para ninguém. Não é essa a vontade de Deus. Deus nos fez para sermos uma só carne e um só sangue, por isso devemos pensar bem antes de nos casarmos, para evitar sofrimentos futuros. Não há casamento perfeito, por isso devemos semear o amor e o respeito todos os dias, perdoando-nos em todo o tempo. Porém, se alguém infelizmente passou por isso, saiba que a Graça de Deus pode tanto reconstruir um casamento falido, como reconstruir vidas.
Onde abundou o pecado, superabundou a Graça. Que um dia a Igreja aprenda e entenda isso, em nome de Jesus.
http://estrangeira.wordpress.com/2009/09/26/divorcio-e-recasamento-pecados-imperdoaveis-pelo-espirito-santo/
A Pregação que "me agrada" - Constatei que está muito difícil ouvir o evangelho sendo pregado em sua essência.
*Por Márcia Gizella*
Eu andei fazendo uma reflexão sobre tudo o que tenho ouvido e visto, fiquei lembrando de todas as pregações que já "mexeram" comigo, e as que não fizeram diferença alguma em minha vida... Constatei que está muito difícil ouvir o evangelho sendo pregado em sua essência.
O que faz do Evangelho tão poderoso não é a Verdade escrita nele? A forma como Deus confronta nosso Eu, nos coloca à frente de um espelho e nos faz ver como somos pequenos?
Não somos nada diante dEle. Nós seres humanos somos mesquinhos, mentirosos, medíocres, arrogantes,vaidosos e rebeldes. É a nossa natureza. E Deus nos ama mesmo assim! O Senhor nos mostra o Seu amor e a forma como quer que a gente conduza nossas vidas. Nos dá a chance de abandonar nossos erros e começar do zero dia após dia.
Todos os dias o Senhor nos livra do mal, nos abençoa, nos dá graça. Quando entregamos nossas vidas à Ele recebemos o Seu perdão, o Espírito Santo passa a habitar em nós e é Ele quem nos guia e nos dá o alerta sempre quando o velho homem quer voltar a agir.
Somos diariamente libertos, transformados e curados. Esse poder agindo em nós é que faz o mundo à nossa volta ser mudado, pois através da nossa conversão e da transformação de nosso caráter é que "mostramos" ao mundo que Deus é vivo e é Poderoso.
Quem ou o quê poderia fazer de um assassino perverso um homem bom, manso, e honesto? São as pequenas coisas que o Senhor opera todos os dias, mas que os cristão de hoje não se interessam mais em ver. Querem grandes espetáculos, querem ver grandes sinais. E assim vão se entregando ao engano, tendo suas mentes cauterizadas e os olhos cheios de escamas, e sem perceber, voltam ao estado de cegueira e idolatria. Não enxergam que estão indo pro lado errado, idolatram seus umbigos indo aos cultos somente para receber uma bênção, correm atrás de "unções" liberadas por "super homens" que eles criaram.
Se aceitamos o testemunho dos homens, o testemunho de Deus é maior; ora este testemunho de Deus é o que Ele deu de Seu Filho. (I Jo-5;9)
Quanto a vós outros, a UNÇÃO que dEle recebestes permanece em vós e não tendes necessidade que ninguém vos ensine, mas a UNÇÃO vos ensina a respeito de todas as coisas, e é verdadeira, e não é falsa, permanecei nEle como também ela vos ensinou.
(I João 2:27)
Eu vou ao culto para ser posta diante de um espelho e enxergar quem eu sou. Quero ter meu caráter cada dia mais e mais transformado, quero saber como Deus quer que eu conduza a minha vida, aprender com os exemplos e experiências vividas pelos "heróis" da fé, e compreender mais sobre quem Deus é, o que Ele quer de mim e para mim.
Também sabemos que o Filho de Deus veio e que nos deu entendimento para que conheçamos o Verdadeiro; e nós estamos no Verdadeiro, em Seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna. (I Jo-5;20-21)
Filhinhos, guardai-vos dos ídolos!
http://agracadedeusmebasta.blogspot.com/2010/11/pregacao-que-me-agrada.html#more
POSTADO por: Dani Porchat
Eu andei fazendo uma reflexão sobre tudo o que tenho ouvido e visto, fiquei lembrando de todas as pregações que já "mexeram" comigo, e as que não fizeram diferença alguma em minha vida... Constatei que está muito difícil ouvir o evangelho sendo pregado em sua essência.
O que faz do Evangelho tão poderoso não é a Verdade escrita nele? A forma como Deus confronta nosso Eu, nos coloca à frente de um espelho e nos faz ver como somos pequenos?
Não somos nada diante dEle. Nós seres humanos somos mesquinhos, mentirosos, medíocres, arrogantes,vaidosos e rebeldes. É a nossa natureza. E Deus nos ama mesmo assim! O Senhor nos mostra o Seu amor e a forma como quer que a gente conduza nossas vidas. Nos dá a chance de abandonar nossos erros e começar do zero dia após dia.
Todos os dias o Senhor nos livra do mal, nos abençoa, nos dá graça. Quando entregamos nossas vidas à Ele recebemos o Seu perdão, o Espírito Santo passa a habitar em nós e é Ele quem nos guia e nos dá o alerta sempre quando o velho homem quer voltar a agir.
Somos diariamente libertos, transformados e curados. Esse poder agindo em nós é que faz o mundo à nossa volta ser mudado, pois através da nossa conversão e da transformação de nosso caráter é que "mostramos" ao mundo que Deus é vivo e é Poderoso.
Quem ou o quê poderia fazer de um assassino perverso um homem bom, manso, e honesto? São as pequenas coisas que o Senhor opera todos os dias, mas que os cristão de hoje não se interessam mais em ver. Querem grandes espetáculos, querem ver grandes sinais. E assim vão se entregando ao engano, tendo suas mentes cauterizadas e os olhos cheios de escamas, e sem perceber, voltam ao estado de cegueira e idolatria. Não enxergam que estão indo pro lado errado, idolatram seus umbigos indo aos cultos somente para receber uma bênção, correm atrás de "unções" liberadas por "super homens" que eles criaram.
Se aceitamos o testemunho dos homens, o testemunho de Deus é maior; ora este testemunho de Deus é o que Ele deu de Seu Filho. (I Jo-5;9)
Quanto a vós outros, a UNÇÃO que dEle recebestes permanece em vós e não tendes necessidade que ninguém vos ensine, mas a UNÇÃO vos ensina a respeito de todas as coisas, e é verdadeira, e não é falsa, permanecei nEle como também ela vos ensinou.
(I João 2:27)
Eu vou ao culto para ser posta diante de um espelho e enxergar quem eu sou. Quero ter meu caráter cada dia mais e mais transformado, quero saber como Deus quer que eu conduza a minha vida, aprender com os exemplos e experiências vividas pelos "heróis" da fé, e compreender mais sobre quem Deus é, o que Ele quer de mim e para mim.
Também sabemos que o Filho de Deus veio e que nos deu entendimento para que conheçamos o Verdadeiro; e nós estamos no Verdadeiro, em Seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna. (I Jo-5;20-21)
Filhinhos, guardai-vos dos ídolos!
http://agracadedeusmebasta.blogspot.com/2010/11/pregacao-que-me-agrada.html#more
POSTADO por: Dani Porchat
Chega de promessa de bênção - Pr. Ricardo Gondim
Chega de promessa de bênção - Pr. Ricardo Gondim
Não dá mais para agüentar tanta promessa de bênção. Enche ter de ouvir pastores oferecendo os mais ricos votos de felicidade e proteção divina a cada culto. Ser abençoado tornou-se quase uma obsessão evangélica nacional..
Promete-se tanta riqueza, saúde física e felicidade que, pelo número de campanhas de oração realizadas, o Brasil já deveria ter melhorado em algum dos índices de qualidade de vida das Nações Unidas; com algum alívio na distribuição de renda ou menos fila nos ambulatórios públicos.
Chega de promessa de bênção. A espiritualidade cristã com suas orações, ritos e expectativas não gira em torno da vontade de ganhar o benefício celestial. A ênfase dos Evangelhos não se resume a um só tema. Jesus lembrou Seus primeiros discípulos que antes de se preocuparem em salvar a vida, eles precisariam estar dispostos a perdê-la (Marcos 8:35).
A grandeza de uma causa não é determinada pelo que seus seguidores ganham ao segui-la, mas pelo preço que estão dispostos a pagar por ela.
Chega de promessa de bênção. Os auditórios lotados de pessoas ávidas por receber mais favor divino favorecem o egocentrismo. Quanto mais se promete, mais se quer receber. Esse caminho não tem fim. O Salmo 106 narra o comportamento dos judeus no período da sua libertação do cativeiro egípcio.
Depois de sucessivos milagres, o povo parecia não se saciar, sempre exigindo mais. Esse fascínio pela próxima intervenção transformou-se em cobiça, e o versículo 15 trás uma dura sentença: “[Deus] concedeu-lhes o que pediram, mas fez definhar-lhes a alma.”
Chega de promessa de bênção. A Bíblia não pode ser encolhida a uma caixinha de afirmações otimistas. Para continuar com seu discurso de caráter prático, a maioria dos pastores só cita textos tirados do Antigo Testamento e, ainda, do período judaico anterior ao exílio.
Os sermões que procuram enfatizar bênçãos deixam de lado os textos contundentes do Novo Testamento em que os cristãos são convocados a viverem em um mundo cruel e doloroso. Jesus não tentou dourar a pílula e nem encobriu a verdade: “No mundo, passais por aflições” (João 16:33).
Paulo advertiu a Igreja a não se imaginar numa redoma de prosperidade: “E, tendo anunciado o Evangelho naquela cidade e feito muito discípulos, voltaram... fortalecendo a alma dos discípulos, exortando-os a permanecer firmes na fé; e mostrando que, por meio de muitas tribulações, nos importa entrar no reino de Deus” (Atos 14:21-22).
Jesus revelou à igreja de Esmirna, no Apocalipse, o teor de sua missão: “Não temas as coisas que tens de sofrer” (Apocalipse 2:10).
Chega de promessa de bênção. Quem se obriga verbalmente a dar tudo, se adorado, é o diabo, nunca Deus (Mateus 4:9). A espiritualidade judaico-cristã não se estabelece sobre utilitarismos. Deus não quer adoração por aquilo que Ele dá, mas por quem Ele é.
No livro de Jó, Satanás fez uma acusação gravíssima contra Deus. Ele tentou incriminar Jeová por só ser amado por Seus filhos por suborno: “Porventura, Jó debalde teme a Deus?” (Jó 1:9). A narrativa poética do livro inteiro deixa claro que o Senhor não era amado por Suas inúmeras bênçãos sobre a vida e a família de Jó que, pobre, ainda pôde exclamar: “Nu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei; o Senhor deu e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor!” (Jó 1:21).
Chega de promessa de bênçãos. A virtude cristã que se deve buscar prioritariamente é justiça. No Sermão da Montanha, os que tiverem fome e sede de justiça serão fartos (Mateus 5:6). Quando o cristianismo destaca a promoção da justiça, todas as demais bênçãos se tornam secundárias (Mateus 6:33). Aliás, não existe pregação legitimamente evangélica sem a busca do direito: “O reino de Deus não é comida, nem bebida, mas justiça e paz e alegria no Espírito Santo” (Romanos 14:1).
Antes de quererem para si a benevolência do Senhor, os crentes deveriam almejar a promessa de Isaías 61:3: “A fim de que se chamem carvalhos de justiça, plantados pelo Senhor para a sua glória.”
A Igreja Evangélica cresce velozmente no Brasil, mas será que percebeu todas as implicações do que significa seguir a Cristo?
Ricardo Gondim
Não dá mais para agüentar tanta promessa de bênção. Enche ter de ouvir pastores oferecendo os mais ricos votos de felicidade e proteção divina a cada culto. Ser abençoado tornou-se quase uma obsessão evangélica nacional..
Promete-se tanta riqueza, saúde física e felicidade que, pelo número de campanhas de oração realizadas, o Brasil já deveria ter melhorado em algum dos índices de qualidade de vida das Nações Unidas; com algum alívio na distribuição de renda ou menos fila nos ambulatórios públicos.
Chega de promessa de bênção. A espiritualidade cristã com suas orações, ritos e expectativas não gira em torno da vontade de ganhar o benefício celestial. A ênfase dos Evangelhos não se resume a um só tema. Jesus lembrou Seus primeiros discípulos que antes de se preocuparem em salvar a vida, eles precisariam estar dispostos a perdê-la (Marcos 8:35).
A grandeza de uma causa não é determinada pelo que seus seguidores ganham ao segui-la, mas pelo preço que estão dispostos a pagar por ela.
Chega de promessa de bênção. Os auditórios lotados de pessoas ávidas por receber mais favor divino favorecem o egocentrismo. Quanto mais se promete, mais se quer receber. Esse caminho não tem fim. O Salmo 106 narra o comportamento dos judeus no período da sua libertação do cativeiro egípcio.
Depois de sucessivos milagres, o povo parecia não se saciar, sempre exigindo mais. Esse fascínio pela próxima intervenção transformou-se em cobiça, e o versículo 15 trás uma dura sentença: “[Deus] concedeu-lhes o que pediram, mas fez definhar-lhes a alma.”
Chega de promessa de bênção. A Bíblia não pode ser encolhida a uma caixinha de afirmações otimistas. Para continuar com seu discurso de caráter prático, a maioria dos pastores só cita textos tirados do Antigo Testamento e, ainda, do período judaico anterior ao exílio.
Os sermões que procuram enfatizar bênçãos deixam de lado os textos contundentes do Novo Testamento em que os cristãos são convocados a viverem em um mundo cruel e doloroso. Jesus não tentou dourar a pílula e nem encobriu a verdade: “No mundo, passais por aflições” (João 16:33).
Paulo advertiu a Igreja a não se imaginar numa redoma de prosperidade: “E, tendo anunciado o Evangelho naquela cidade e feito muito discípulos, voltaram... fortalecendo a alma dos discípulos, exortando-os a permanecer firmes na fé; e mostrando que, por meio de muitas tribulações, nos importa entrar no reino de Deus” (Atos 14:21-22).
Jesus revelou à igreja de Esmirna, no Apocalipse, o teor de sua missão: “Não temas as coisas que tens de sofrer” (Apocalipse 2:10).
Chega de promessa de bênção. Quem se obriga verbalmente a dar tudo, se adorado, é o diabo, nunca Deus (Mateus 4:9). A espiritualidade judaico-cristã não se estabelece sobre utilitarismos. Deus não quer adoração por aquilo que Ele dá, mas por quem Ele é.
No livro de Jó, Satanás fez uma acusação gravíssima contra Deus. Ele tentou incriminar Jeová por só ser amado por Seus filhos por suborno: “Porventura, Jó debalde teme a Deus?” (Jó 1:9). A narrativa poética do livro inteiro deixa claro que o Senhor não era amado por Suas inúmeras bênçãos sobre a vida e a família de Jó que, pobre, ainda pôde exclamar: “Nu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei; o Senhor deu e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor!” (Jó 1:21).
Chega de promessa de bênçãos. A virtude cristã que se deve buscar prioritariamente é justiça. No Sermão da Montanha, os que tiverem fome e sede de justiça serão fartos (Mateus 5:6). Quando o cristianismo destaca a promoção da justiça, todas as demais bênçãos se tornam secundárias (Mateus 6:33). Aliás, não existe pregação legitimamente evangélica sem a busca do direito: “O reino de Deus não é comida, nem bebida, mas justiça e paz e alegria no Espírito Santo” (Romanos 14:1).
Antes de quererem para si a benevolência do Senhor, os crentes deveriam almejar a promessa de Isaías 61:3: “A fim de que se chamem carvalhos de justiça, plantados pelo Senhor para a sua glória.”
A Igreja Evangélica cresce velozmente no Brasil, mas será que percebeu todas as implicações do que significa seguir a Cristo?
Ricardo Gondim
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domingo, 21 de novembro de 2010
Jovem sai do movimento homossexual em busca de vida em paz consigo mesmo
Amados...
Recebi este post do Julio Severo, e com lágrimas nos olhos decidi compartilhar...
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A coragem e a sinceridade tornam um homem melhor e mais humano. Recentemente, um jovem se comunicou comigo, abrindo-se e pedindo perdão.
Ele disse:
Sou ex-militante gay, e agora eu me encontro num caminho de recuperação. Percebi que os movimentos identitários não passam de conluios maquiavélicos pelos quais massas de manobra política são movimentadas. Eu não tinha consciência de que não passa de um velho estratagema, “dividir para conquistar” e a partir de então “pilhar uma casa em chamas”.
Hoje, eu entendo graças às lições do professor Olavo que isso é modus operandi característico da mentalidade revolucionária, inversionista, marxista-leninista-trotskista-gramsciana.
Eu não sabia disso. Quando eu entrei no movimento com 16 anos eu achava que era algo sério no qual nós lutávamos por respeito e dignidade. Hoje sei que eles não querem nada disso, mas apenas o Poder, e iludindo a gente que vamos conseguir dignidade e respeito, nós somos introduzidos numa vida diametralmente oposta.
Depois de quatro anos, tumultuados e difíceis, eu saí do movimento. Passei os últimos dois anos pensando no assunto, e apreendendo com o professor Olavo, e refletindo sobre as coisas de que participei. Está sendo e foi muito difícil, doloroso para mim.
Tive depressão, tentei suicídio, tomei remédios e fui a psiquiatras. Bem, nada funcionou melhor do que a Verdade, por mais indigesta que foi. Hoje, mais maduro, mais consciente das responsabilidades que eu tenho, e das conseqüências das minhas decisões, eu retomei o caminho de casa. Eu voltei para à minha tenra criação.
Eu sinto que o Espírito Santo entra no meu quarto desarrumado (assim que eu imagino meu coração) e arruma a bagunça. Eu erro, peco, e rezo. O Espírito Santo vai lá mais uma vez e arruma de novo. Nesse ciclo de construindo em destruindo, estou hoje bem mais assentado.
Com dois ou três deslizes ali e acolá, é razoável dizer que venho me mantendo casto há quase um ano. Bem como, longe das drogas.
Estou num processo de fazer as pazes comigo mesmo, mas para isso, eu preciso antes de me perdoar, pedir o perdão para aqueles que eu um dia fiz mal. Por isso escrevi esse e-mail.
Júlio, no movimento eu desempenhava um papel de olheiro, de auscultador. Entre vários outros, seu blog foi um dos que eu acompanhei com lupa. Além é claro das comunicações entre a comunidade evangélica, para saber as posições e como vocês se articulavam e coordenavam suas iniciativas. Apesar de eu não ter feito nenhum mal diretamente a você, meu trabalho deu uma contribuição, pequena pois haviam e há centenas como eu, aos ataques que o senhor vem sofrendo, desde de 2005 (pelo menos).
A coisa só tomou a dimensão que tomou, porque voluntários cabeças-ocas como eu ajudaram. Inclusive na formulação de estratégias de “contra-ataque”. Como o torpedeamento de mensagens, o assédio no Orkut, e a famigeração do seu nome. Eu fui um porco, um indigno, ímpio, muleque, safado, e fui mal.
Não está sendo fácil pra mim escrever esse e-mail, pois estou tomado de vergonha. E me sinto humilhado de ter que fazer isso, mas eu preciso fazer isso:
Júlio Severo, eu o assediei, eu caçoei de você, eu falei mal de sua pessoa e sua honra. Eu conspirei contra você. Eu fui seu inimigo, como Davi descreveu no Salmo 34.
Júlio, eu errei, eu pequei, cometi ofensas e injúrias contra você. Eu estou arrependido. Não há justificativa para meus crimes. Mesmo assim, confiando na sua moral cristã, eu quero te pedir perdão.
Júlio, eu peço desculpas por todas as vezes que eu lhe fiz mal. Eu quero que saiba que se eu pudesse voltar no tempo, eu não faria de novo. Se ao menos eu soubesse o que eu sei hoje. Julio, por favor me perdoe!
Pode contar minha história, porque eu sei que vai ajudar as demais pessoas a entender que não é respeito e dignidade que os militantes buscam, mas poder e dominação. Tenho consciência de que por meio dos meus erros, as pessoas podem se “vacinar” contra a dissimulação que se vê hoje.
Só reforço que você preserve minha identidade, pelo amor de Deus, porque eu tenho medo deles.
Eu conheço traficantes de drogas e armas, e homens corruptos no Estado, e creia-me Júlio, eu tenho menos medo deles do que do movimento gay politicamente organizado.
Eu inclusive ia pedir que você contasse minha história, como uma forma de reparação pela minha conduta, para que pais atentos impeçam que seus filhos (gays ou não) não sigam pelos mesmos tortuosos caminhos. E ajudar os pais que já tenham filhos vivendo num queer way of life* a diminuir os danos.
*Queer way of life: para mim esse termo não se restringe aos gays. É a adoção de uma conduta laxista, politicamente correta (ou epicurista), pautada por uma liberalidade e uma amoralidade (ou uma relativização da moral) na esfera privada, sem tomar conhecimento, ou simplesmente ignorando, as conseqüências de suas decisões para a esfera pública do bem comum. Por exemplo: fazer sexo no meio em praça pública; há pessoas no movimento que querem descriminalizar isso, e tornar um direito adquirido por uso capeão (eu sei, por que eu participei dessas discussões).
Por motivo segurança, precisei editar alguns trechos do relato do jovem ex-ativista homossexual, e também não posso revelar o nome e outros dados. Mas tenho uma mensagem para esse mais novo e precioso amigo:
Eu perdôo você, em nome de Jesus, pelos seus assédios, zombarias e difamação da minha pessoa e minha honra.
Eu perdôo você, em nome de Jesus, por suas conspirações contra mim e por sua inimizade.
Eu perdôo você, em nome de Jesus, pelas suas ofensas e injúrias cometidas contra mim.
Eu perdôo você, em nome de Jesus, por todas as vezes que você me fez mal.
Quero que saiba que, mesmo que você ainda estivesse no movimento homossexual, eu ainda o amaria. O propósito dos meus artigos é tirar do movimento homossexual tantas vítimas quanto for possível. E fico feliz que você tenha saído desse movimento destrutivo.
EU PERDÔO VOCÊ!
Postei este texto por dois motivos.
1. Porque o jovem ex-ativista precisa de suas orações, para que o Espírito Santo o conduza à plenitude da revelação e experiência com Jesus Cristo, o único Salvador e Senhor.
2. Porque é importante que todos vejam que Jesus Cristo pode todas as coisas, inclusive libertar ativistas gays das garras da mentira e do engano.
Por favor, encaminhe esta mensagem aos grupos de intercessão, para que orem por esse jovem e por muitos outros que se encontram aprisionados no movimento homossexual.
Recebi este post do Julio Severo, e com lágrimas nos olhos decidi compartilhar...
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A coragem e a sinceridade tornam um homem melhor e mais humano. Recentemente, um jovem se comunicou comigo, abrindo-se e pedindo perdão.
Ele disse:
Sou ex-militante gay, e agora eu me encontro num caminho de recuperação. Percebi que os movimentos identitários não passam de conluios maquiavélicos pelos quais massas de manobra política são movimentadas. Eu não tinha consciência de que não passa de um velho estratagema, “dividir para conquistar” e a partir de então “pilhar uma casa em chamas”.
Hoje, eu entendo graças às lições do professor Olavo que isso é modus operandi característico da mentalidade revolucionária, inversionista, marxista-leninista-trotskista-gramsciana.
Eu não sabia disso. Quando eu entrei no movimento com 16 anos eu achava que era algo sério no qual nós lutávamos por respeito e dignidade. Hoje sei que eles não querem nada disso, mas apenas o Poder, e iludindo a gente que vamos conseguir dignidade e respeito, nós somos introduzidos numa vida diametralmente oposta.
Depois de quatro anos, tumultuados e difíceis, eu saí do movimento. Passei os últimos dois anos pensando no assunto, e apreendendo com o professor Olavo, e refletindo sobre as coisas de que participei. Está sendo e foi muito difícil, doloroso para mim.
Tive depressão, tentei suicídio, tomei remédios e fui a psiquiatras. Bem, nada funcionou melhor do que a Verdade, por mais indigesta que foi. Hoje, mais maduro, mais consciente das responsabilidades que eu tenho, e das conseqüências das minhas decisões, eu retomei o caminho de casa. Eu voltei para à minha tenra criação.
Eu sinto que o Espírito Santo entra no meu quarto desarrumado (assim que eu imagino meu coração) e arruma a bagunça. Eu erro, peco, e rezo. O Espírito Santo vai lá mais uma vez e arruma de novo. Nesse ciclo de construindo em destruindo, estou hoje bem mais assentado.
Com dois ou três deslizes ali e acolá, é razoável dizer que venho me mantendo casto há quase um ano. Bem como, longe das drogas.
Estou num processo de fazer as pazes comigo mesmo, mas para isso, eu preciso antes de me perdoar, pedir o perdão para aqueles que eu um dia fiz mal. Por isso escrevi esse e-mail.
Júlio, no movimento eu desempenhava um papel de olheiro, de auscultador. Entre vários outros, seu blog foi um dos que eu acompanhei com lupa. Além é claro das comunicações entre a comunidade evangélica, para saber as posições e como vocês se articulavam e coordenavam suas iniciativas. Apesar de eu não ter feito nenhum mal diretamente a você, meu trabalho deu uma contribuição, pequena pois haviam e há centenas como eu, aos ataques que o senhor vem sofrendo, desde de 2005 (pelo menos).
A coisa só tomou a dimensão que tomou, porque voluntários cabeças-ocas como eu ajudaram. Inclusive na formulação de estratégias de “contra-ataque”. Como o torpedeamento de mensagens, o assédio no Orkut, e a famigeração do seu nome. Eu fui um porco, um indigno, ímpio, muleque, safado, e fui mal.
Não está sendo fácil pra mim escrever esse e-mail, pois estou tomado de vergonha. E me sinto humilhado de ter que fazer isso, mas eu preciso fazer isso:
Júlio Severo, eu o assediei, eu caçoei de você, eu falei mal de sua pessoa e sua honra. Eu conspirei contra você. Eu fui seu inimigo, como Davi descreveu no Salmo 34.
Júlio, eu errei, eu pequei, cometi ofensas e injúrias contra você. Eu estou arrependido. Não há justificativa para meus crimes. Mesmo assim, confiando na sua moral cristã, eu quero te pedir perdão.
Júlio, eu peço desculpas por todas as vezes que eu lhe fiz mal. Eu quero que saiba que se eu pudesse voltar no tempo, eu não faria de novo. Se ao menos eu soubesse o que eu sei hoje. Julio, por favor me perdoe!
Pode contar minha história, porque eu sei que vai ajudar as demais pessoas a entender que não é respeito e dignidade que os militantes buscam, mas poder e dominação. Tenho consciência de que por meio dos meus erros, as pessoas podem se “vacinar” contra a dissimulação que se vê hoje.
Só reforço que você preserve minha identidade, pelo amor de Deus, porque eu tenho medo deles.
Eu conheço traficantes de drogas e armas, e homens corruptos no Estado, e creia-me Júlio, eu tenho menos medo deles do que do movimento gay politicamente organizado.
Eu inclusive ia pedir que você contasse minha história, como uma forma de reparação pela minha conduta, para que pais atentos impeçam que seus filhos (gays ou não) não sigam pelos mesmos tortuosos caminhos. E ajudar os pais que já tenham filhos vivendo num queer way of life* a diminuir os danos.
*Queer way of life: para mim esse termo não se restringe aos gays. É a adoção de uma conduta laxista, politicamente correta (ou epicurista), pautada por uma liberalidade e uma amoralidade (ou uma relativização da moral) na esfera privada, sem tomar conhecimento, ou simplesmente ignorando, as conseqüências de suas decisões para a esfera pública do bem comum. Por exemplo: fazer sexo no meio em praça pública; há pessoas no movimento que querem descriminalizar isso, e tornar um direito adquirido por uso capeão (eu sei, por que eu participei dessas discussões).
Por motivo segurança, precisei editar alguns trechos do relato do jovem ex-ativista homossexual, e também não posso revelar o nome e outros dados. Mas tenho uma mensagem para esse mais novo e precioso amigo:
Eu perdôo você, em nome de Jesus, pelos seus assédios, zombarias e difamação da minha pessoa e minha honra.
Eu perdôo você, em nome de Jesus, por suas conspirações contra mim e por sua inimizade.
Eu perdôo você, em nome de Jesus, pelas suas ofensas e injúrias cometidas contra mim.
Eu perdôo você, em nome de Jesus, por todas as vezes que você me fez mal.
Quero que saiba que, mesmo que você ainda estivesse no movimento homossexual, eu ainda o amaria. O propósito dos meus artigos é tirar do movimento homossexual tantas vítimas quanto for possível. E fico feliz que você tenha saído desse movimento destrutivo.
EU PERDÔO VOCÊ!
Postei este texto por dois motivos.
1. Porque o jovem ex-ativista precisa de suas orações, para que o Espírito Santo o conduza à plenitude da revelação e experiência com Jesus Cristo, o único Salvador e Senhor.
2. Porque é importante que todos vejam que Jesus Cristo pode todas as coisas, inclusive libertar ativistas gays das garras da mentira e do engano.
Por favor, encaminhe esta mensagem aos grupos de intercessão, para que orem por esse jovem e por muitos outros que se encontram aprisionados no movimento homossexual.
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